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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Quando o erro vira acerto

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por Pedro Turambar

Aqui em Minas, a gente tem uma expressão para aqueles acontecimentos inacreditáveis que acabam, de alguma forma, favorecendo um indivíduo ou um grupo:

“Nó, que feijão!”

Não sei o porquê disso ser um golpe de sorte, mas parecia perfeito na minha infância para ilustrar aquele momento em que você pula com o Mario naquela quininha e, por um pixel ou dois, você não caiu na lava.

Ou quando você dá uma topada na mesa e, por milagre, consegue segurar aquele vaso da sua mãe que 99% das vezes iria se espatifar no chão. Pode também ilustrar uma jogada na sinuca, feita por você — que não tem ideia do que tá fazendo –, mas mata três bolas em uma tacada só.

Só se isso foi criado por um mineiro tirando onda com alguém.

O “feijão” — como nós aqui chamamos — é praticamente a prova de que existe algo “superior”. Uma força, uma deusa, uma louca ou uma feiticeira que faz com que coisas absurdas aconteçam na vida real. Dizem que, no corte original de Matrix, eles explicavam que assim, como o déjà vu, o feijão também é um bug.

Várias coisas que nós usamos no dia a dia, que facilitam nossa vida, foram inventadas na sorte. Sabia disso?

Imagine só que você está lá, querendo fazer uma coisa, e dá tudo completamente errado. Murphytambém está aí aprontando das suas, afinal de contas. Mas o produto final disso é algo que ninguém no planeta havia pensado mas que de alguma forma todo mundo precisava.

Preparamos uma lista dessas coisas que só existem por um acaso do destino. Por “um feijão”.

Microondas



Em 1945 um moço chamado Percy Spencer trabalhava em uma empresa que fazia experimentos com microondas (esse tipo de “onda” foi descoberta em 1940), chamada Raytheon. Ele trabalhava, mais precisamente, em um novíssimo tubo de vácuo chamado Magnetrón que, convenhamos, é um nome maneiríssimo para uma parada do tipo.

Foi quando ele entrou no tubo que ele observou que uma barra de chocolate que ele trazia no bolso estava derretendo. É até um pouco assustador imaginar que em alguma escala o próprio Percy estava entrando dentro de um microondas gigante.

Ele então resolveu experimentar e colocou uns grãos de milho lá dentro…

O primeiro forno microondas de verdade só foi construído dois anos depois e se chamava Radarange — que é muito mais legal que “microondas” — e era enorme. Em 1950, ele foi liberado para uso doméstico, mas ainda era muito caro e muito grande. O aparelho só foi se popularizar mesmo no final da década de 60 e custava U$460,00. Esse valor nessa época era praticamente um PlayStation 4 hoje em dia, em reais.

E pensar que, aqui no Brasil a gente considera o microondas um aparelho doméstico moderno.


Raio-X



Não, o raio-x não foi inventado, obviamente. Ele foi descoberto meio que sem querer.

O físico alemão Wilhelm Conrad Rontgen estava estudando raios catódicos (basicamente, elétrons que passam por um tubo construído especificamente para gerar os tais raios) quando, entre uma experiência ou outra, um papel (dentro de uma câmara escura) começou a apresentar uma luminosidade. Intrigado, ele resolveu criar várias barreiras sobre o papel e bombardeou-o novamente com os raios.

Ele descobriu que esses eles podiam atravessar matéria. Vários experimentos depois, como quem não quer nada (mas com um feeling de que podia rolar uma parada maneira), Rontgen pediu à esposa para colocar as mãos em cima de um papel fotográfico entre eles e o dispositivo que disparava os raios (que foram chamados por ele de “x” por ser uma variável desconhecida).

Imagine a surpresa dele ao ver os ossos, e a aliança, da esposa ‘impressos’ no papel?

Penicilina


Alexander Fleming: descuidado e genial

A humanidade também deve muito ao desleixo de Alexander Fleming. Ao sair de férias, o médico — que tentava desenvolver algo contra infecções, principalmente depois da Primeira Guerra — deixou as culturas de Staphylococcus que estava trabalhando em cima da mesa, uma delas estava aberta e acabou pegando um fungo.

Esse fungo simplesmente matou todas as bactérias.

Quando voltou de férias, Fleming percebendo o erro e já estava descartando os experimentos quando resolveu observar o que tinha acontecido. Foi assim que ele descobriu que esse fungo — do gênero Penicillium — matava as bactérias que ele estava cultivando. Ele não teve dinheiro para continuar a pesquisa, mas pelo menos batizou o “produto”.

Dez anos depois, Ernst B. Chain e Howard W. Florey conseguiram continuar a pesquisa de Fleming, resultando na Penicilina final que conhecemos até hoje.

Super cola


Toda a simpatia de Harry Coover

Esse é mais um daqueles exemplos que a primeira vez que você olha para uma coisa, não percebe o seu potencial. Só observando com outra perspectiva é que vemos o brilho.

A super cola foi descoberta assim.

Em plena Segunda Guerra Mundial, o americano Harry Coover descobriu o cianoacrilato. O objetivo inicial da pesquisa em questão era criar miras de alta precisão. O problema é que tudo que eles conseguiram fazer era colar as coisas e, por causa disso, abandonaram a pesquisa.

Alguns anos mais tarde, Harry percebeu que aquele composto poderia servir para outra coisa e acabou chegando na cola mais poderosa do mundo até hoje.

Picolé


Frank Epperson e sua neta, anos depois de sua deliciosa invenção

Você está lá, com seus 11 anos de idade, na varanda da sua casa, mexendo em uma xícara uma mistura de algo como pó de guaraná e água com um pequeno pedacinho de madeira e sua mãe te chama. Você deixa a xícara para lá, entra e esquece.

Pois bem. No outro dia, você acorda e encontra aquilo congelado. Crianças, e apenas crianças, têm o poder de pegar algo assim (lembre-se que essa criança em particular vivia em um mundo onde não existia picolé) e pensar “vou puxar isso pelo palito e vou lamber pra ver o que acontece”.

Eu não consigo imaginar que maravilha que deve ter sido.

Muitos anos depois, essa criança abençoada, com nome de Frank Epperson, patenteou o “gelo num palito”, inicialmente chamado de Epsicle Ice Pop e, mais tarde, Popsicle.

O nosso picolé.

Marca-Passo


Wilson Greatbatch e o marca-passo

Wilson Greatbatch é um nome que jamais poderia faltar nessa lista. Primeiro pelo fato dele ter inventado o marca-passo moderno de forma acidental. Segundo por ele ter sido um dos grandes inventores da história.

Nos anos 50, após sair da marinha e se tornar pesquisador, Greatbatch estava trabalhando em um oscilador que tinha como principal função apenas gravar os sons do coração. Sem querer, ele tirou um resistor do negócio e o dispositivo começou a emitir um pulso ritmado.

Eureka!

Ele percebeu que aquilo poderia ser um marca-passo implantável (já existiam marca-passos no mundo, porém eles eram do tamanho de televisões e davam choques).

Ele ficou dois anos refinando a invenção. Mesmo assim, os marca-passos não duravam muito tempo, principalmente por causa da pouca duração das baterias. Sagaz como era, o inventor passou a se dedicar então a produzir baterias de lítio por meio da sua empresa, a Greatbatch Inc.

Ele ainda se dedicou à pesquisas relacionadas AIDS.

A frase célebre de Pasteur (outro inventor do acaso) cabe no caso de Wilson Greatbatch e na maioria dos inventores dessa lista:


“Nos campos da observação, o acaso favorece apenas as mentes preparadas.”

***

Essas são apenas uma das centenas de invenções resultantes de acasos do destino. Talvez anos mais tarde alguma outra pessoa acabaria descobrindo ou observando as mesmas coisas em outra situação. Mas, sendo assim — proveniente de um erro ou de pura sorte –, as invenções se tornam ainda mais incríveis.

Isso acontecer fora de um roteiro de Hollywood nos faz acreditar um pouco em mágica na vida real, o que sempre é sensacional. Além do mais, nos ensina uma bela lição: a de que errar faz parte do processo, errar faz com que o acerto seja uma experiência deliciosa.

Errar é que nos torna humanos e nos torna sensacionais pela forma como aprendemos com isso.

Você tem algum caso em que queria fazer uma coisa e acabou acontecendo outra muito melhor? Ou conhece outra invenção assim nessas condições? Conta aí nos comentários.



PEDRO TURAMBAR
Pedro tinha 25 anos e já foi publicitário. Ganha a vida fazendo layouts, sonha em poder continuar escrevendo e, quem sabe, ganhar algum dinheiro com isso. Fundou o blog O Crepúsculo e tem que aguentar as piadinhas até hoje. No Twitter, atende por @pedroturambar.




PapodeHomem



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Esta esfera solar é tão eficiente que consegue produzir energia até durante a noite

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Painéis fotovoltaicos estão longe de serem uma tecnologia glamourosa: eles normalmente ficam escondidos em telhados e, quando você consegue vê-los, percebe que são feios. E ineficientes. Mas e se eles fizerem a arquitetura em geral ficar mais bonita? E se eles fossem mais eficientes e funcionassem até durante a noite? Essa é a ideia do Rawlemon, uma lente esférica de energia solar que se prepara para entrar no mercado.

Este vidro esférico perfeito é fruto do trabalho de um arquiteto alemão chamado André Broessel, que começou a trabalhar nele há três anos com o objetivo de tornar a energia solar mais eficiente e menos cara, para ser uma tecnologia disponível para todo mundo, em qualquer lugar. “Nosso produto é democrático”, ele me contou recentemente por email. “Imagine, nós estamos criando produtos autônomos capazes de concentrar a luz mesmo durante um dia nublado, que gera energia solar onde quer que você esteja no mundo. Energia de graça.”

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Bem, não exatamente de graça. Mas o Rawlemon, pela força dos seus números, tem potência para superar os painéis solares tradicionais. Em termos simples, eis como ele funciona: o globo de Broessel é enchido com água que amplia os raios solares em mais de 10.000 vezes, tornando possível captar energia da lua, ou até mesmo do sol em dias nublados. Os pequenos painéis fotovoltaicos situam-se logo abaixo da bola, e são atingidos pelos raios ampliados.

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Em um nível bem básico, o Rawlemon é uma lente esférica – uma esfera perfeita que refrata a luz em um poderoso raio concentrado – um mecanismo que está por aí há séculos. Você pode até mesmo criar uma versão crua dela usando um pedaço de filme e água, como demonstrado por esse cara no YouTube.

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Mas o Sol e Lua estão, evidentemente, se movendo constantemente. Então para capturar os raios diretos com mais eficiência – diferentemente de painéis tradicionais, que normalmente permanecem em posição estática – Broessel projetou um microrrastreador que segue o curso do Sol no céu, movendo os painéis junto com ele. Esse sistema, em conjunto com a lente esférica, tornam o Rawlemon até 70% mais eficiente do que painéis tradicionais.

“Então, por que ainda não há uma enorme bola de cristal girando em cima de todos os telhados do mundo?”, eu ouço você questionar. Por um motivo simples: fabricar – e certificar – sistemas de coleta de energia solar é complicado, e envolve muita burocracia. E, como Broessel me explicou, tecnologia de energia solar é complicada de vender para pessoas normais.



“Pessoas se confundem facilmente, e isso dificulta na hora de conseguirmos financiamento”, ele disse. “É por isso que nosso desafio agora também é comunicar as pessoas que nosso projeto é a inovação mais inteligente na área da energia solar desde a invenção dos painéis fotovoltaicos.” Isso envolve o vídeo animado acima, e o lançamento de uma campanha no IndieGoGo para financiar a criação de uma versão menor da esfera Rawlemon para carregar pequenos dispositivo, chamada Beta-ey:

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Para mim, o mais bacana da tecnologia de Broessel não está no tamanho de uma mesa, e sim de um edifício. A equipe do Rawlemon está testando janelas que contam com diversas lentes, projetadas para serem usadas no lugar dos vidros tradicionais. Em sua visão de futuro, arranha-céus bolhas com essas lentes esférias alimentam-se dos raios super-concentrados da luz externa.

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Vamos dizer que você quer substituir a fachada sul do Burj Khalifa, em Dubai. Apenas um quarto de toda a frente do prédio poderia gerar 16,4 GWh por ano. Se esse número não significa nada para você, talvez seja bom pensar nisso: é energia o suficiente para alimentar toda a torre, e ainda sobra 60% da energia. Se isso é colocado na rede de energia elétrica de Dubai, poderia gerar até US$ 1,2 milhões em lucros por ano, segundo cálculos de Broessel. Poderia manter uma cidade como Nova York acesa por horas.

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A campanha do IndieGoGo, que vai dar uma versão de mesa para os financiadores, está focada em ajudar a equipe a superar os desafios financeiros da produção em grande escala: fazer o pedido do primeiro componente, desenvolver as ferramentas ideais de produção, e financiar todos os testes de certificação global.

Embora a visão de um prédio-bolha com janelas-lentes seja ambiciosa, a equipe do Rawlemon está começando com pouco – convencer pessoas que energia solar onipresente e eficiente não é algo difícil de se conseguir. Você pode ver mais sobre o projeto deles aqui.

Gizmodo Brasil

sábado, 14 de setembro de 2013

Brasileiro inventor de 'luz engarrafada' tem ideia espalhada pelo mundo

by
Gibby Zobel
De Uberaba para o serviço mundial da BBC



Criador e criatura: Moser criou a lâmpada durante a série de apagões que o Brasil enfrentou em 2002

Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.

Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de 'eureka' quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.

Para isso, ele utilizou nada mais do que garrafas plásticas pet com água e uma pequena quantidade de cloro.

Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a 'luz engarrafada'.

Mas afinal, como a invenção funciona? A reposta é simples: pela refração da luz do sol numa garrafa de dois litros cheia d'água.

"Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser.

Moser protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira. De cima para baixo, ele então encaixa a garrafa cheia d'água.

"Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota", diz o inventor.

Outro detalhe é que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta.


A ideia de Moser já é utilizada em mais de 15 países onde energia é escassa

"Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o sol, mas é entre 40 e 60 watts", afirma Moser.
Apagões

A inspiração para a "lâmpada de Moser" veio durante um período de frequentes apagões de energia que o país enfrentou em 2002. "O único lugar que tinha energia eram as fábricas, não as casas das pessoas", relembra.

Moser e seus amigos começaram a imaginar como fariam um sinal de alarme, no caso de uma emergência, caso não tivessem fósforos.

O chefe do inventor sugeriu na época utilizar uma garrafa de plástico cheia de água como lente para refletir a luz do sol em um monte de mato seco e assim provocar fogo.

A ideia ficou na mente de Moser que então começou a experimentar encher garrafas para fazer pequenos círculos de luz refletida.

Não demorou muito para que ele tivesse a ideia da lâmpada.

Quanto gasta de energia?

As lâmpadas feitas com as garrafas plásticas não necessitam de energia para serem produzidas, já que o material pode ser coletado e reaproveitado pelos moradores da própria comunidade.
A 'pegada de carbono' - unidade que mede o quanto de CO2 é dispensado na atmosfera para se produzir algo - de uma lâmpada incandescente é 0,42kg de CO2.
Uma lâmpada de 50 watts, ligada por 14 horas por dia, por um ano, tem 'pegada de carbono' de quase 200kg de CO2.
As lâmpadas de Moser também não emitem CO2quando 'ligadas'.

Fonte: ONU

"Eu nunca fiz desenho algum da ideia".

"Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser.
Pelo mundo

O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro.

Ainda que ele ganhe apenas alguns reais instalando as lâmpadas, é possível ver pela casa simples e pelo carro modelo 1974 que a invenção não o deixou rico. Apesar disso, Moser aparenta ter orgulho da própria ideia.

"Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?", comemora Moser.

Carmelinda, a esposa de Moser por 35 anos, diz que o marido sempre foi muito bom para fazer coisas em casa, até mesmo para construir camas e mesas de madeira de qualidade.

Mas parece que ela não é a única que admira o marido inventor.

Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter, nas Filipinas, parece ser outro fã.


Moser afirma que a lâmpada funciona melhor se a boca for coberta por fita preta

A instituição MyShelter se especializou em construção alternativa, criando casas sustentáveis feitas de material reciclado, como bambu, pneus e papel.

Para levar à frente um dos projetos do MyShelter, com casas feitas totalmente com material reciclado, Diaz disse ter recebido "quantidades enormes de garrafas".

"Nós enchemos as garrafas com barro para criamos as paredes. Depois enchemos garrafas com água para fazermos as janelas", conta.

"Quando estávamos pensando em mais coisas para o projeto, alguém disse: 'Olha, alguém fez isso no Brasil. Alfredo Moser está colocando garrafas nos telhados'", relembra Diaz.

Seguindo o método de Moser, a entidade MyShelter começou a fazer lâmpadas em junho de 2011. A entidade agora treina pessoas para fazer e instalar as garrafas e assim ganharem uma pequena renda.

Nas Filipinas, onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza (de acordo com a ONU, com menos de US$ 1 por dia) e a eletricidade é muito cara, a ideia deu tão certo, que as lâmpadas de Moser foram instaladas em 140 mil casas.

As luzes 'engarrafadas' também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.

Diaz disse que atualmente pode-se encontrar as lâmadas de Moser e comunidades vivendo em ilhas remotas. "Eles afirmam que eles viram isso (a lâmpada) na casa do vizinho e gostaram da idéia".

Pessoas em áreas pobres também são capazes de produzir alimentos em pequenas hortas hidropônicas, utilizando a luz das garrafas para favorecer o crescimento das plantas.



"Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre"


Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter nas Filipinas

Diaz estima que pelo menos um milhão de pessoas irão se beneficiar da ideia até o começo do próximo ano.

"Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre", enfatiza o representante do MyShelter.

"Ganhando ou não o prêmio Nobel, nós queremos que ele saiba que um grande número de pessoas admiram o que ele está fazendo".

Mas será que Moser imagina que sua invenção ganharia tamanho impacto?

"Eu nunca imaginei isso, não", diz Moser emocionado.

"Me dá um calafrio no estômago só de pensar nisso".
BBC Brasil

sábado, 31 de agosto de 2013

Qual a origem do cubo mágico?

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Se existe um brinquedo desafiador e muito difícil, certamente é o cubo mágico. Esse quebra cabeça tridimensional foi inventado em 1974, pelo húngaro Ernö Rubik.

A peça foi criada para ilustrar a terceira dimensão, mas acabou ganhando fama e se tornando popular no mundo todo. O cubo mágico apresenta 6 faces com diferentes cores. O objetivo do cubo mágico é alinhar todas as cores.

Hoje, esse é um dos brinquedos mais populares do mundo. O cubo mágico mais comum é o que tem dimensões 3x3x3.

O cubo mágico passou a ser comercializado como brinquedo em 1980. O nome original do brinquedo é Cubo de Rubik.

O quebra cabeça se tornou popular depois de ser levado para os Estados Unidos. O desafio do jogo é colocar todos os quadrados de cor igual na mesma face do cubo apenas girando suas peças.

A missão até parece fácil, mas quando alguém começa a brincar é preciso paciência, pois esse brinquedo faz qualquer um quebrar a cabeça. O próprio inventor do cubo mágico, Ernö Rubik, levou um mês para resolver o desafio em sua primeira tentativa.


Site de Curiosidades

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