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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A ciência dos sonhos lúcidos

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É POSSÍVEL SONHAR COM CONSCIÊNCIA DE QUE SE ESTÁ EM UM SONHO? E, MELHOR, CONTROLAR OS ACONTECIMENTOS NELE? (FOTO: FLICKR/CREATIVE COMMONS)

Você está correndo em direção a um penhasco. O vento bate no seu rosto e você pode sentir o frescor do ar contra sua pele. Quando você chega na ponta, não consegue parar - parecia que dava, mas aí não deu, e você despenca. Mas voa - você voa! Ao seu lado, o Papa. E não há nada de estranho nisso, é muito natural voar ao lado do Papa Francisco. De repente, puff, você se dá conta que aquilo é um sonho. E, como num tranco, o sonho termina.

Imagine se fosse possível não despertar de um sonho lúcido, no qual você sabe que está sonhando? As possibilidades seriam infinitas: daria pra visitar lugares que você nunca foi, conversar com gente inacessível de outra forma, voar, se transformar em um bicho… aliás, pode começar a fazer sua lista do que você faria se pudesse despertar sua consciência dentro de um sonho, porque isso é perfeitamente possível.

Sonhos lúcidos não são incomuns e eu aposto que você já teve um pelo menos uma vez. A controvérsia está na nossa capacidade - ou não - de permanecer consciente durante nossos sonhos. Pouco se sabe sobre o que acontece com o cérebro durante sonhos lúcidos e, mais importante, quando alguém consegue controlá-los. Muitos cientistas ainda dizem que isso é impossível, enquanto outros alegam que há muita coisa que não sabemos sobre o cérebro pra chegarmos a uma conclusão sobre isso.

A ciência tem alguns registros documentados desse tipo de fenômeno. Nesse estudo, de 2000, o psicofisiologista Steve LaBerge, um dos maiores especialistas sobre o assunto no mundo, pediu a indivíduos que mexessem os olhos em um padrão pré determinado durante sonhos lúcidos e foi capaz de observar e registrar esse momentos durante o experimento - ou seja, as pessoas ficaram conscientes durante o sonho e repetiram a instrução do pesquisador. Além disso, ele descobriu que esse tipo de experiência lúcida sempre acontece no quinto estágio do sono, o REM, no qual o corpo está totalmente paralisado com exceção das pálpebras.

O pesquisador Sergio Arthuro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, publicou no ano passado um estudo inédito no Brasil sobre as diferenças no padrão cerebral para sonhos lúcidos e sonos comuns. Usando algumas das experiência de LaBerge como norte, ele e outros pesquisadores concluíram que estudar sonhos lúcidos pode ser a chave para chegar à cura de doenças como a esquizofrenia ou pesadelos recorrentes em casos de depressão grave ou estresse pós-traumático. “Existe também uma linha de pesquisa chamada imaginação motora, que sugere que se você imaginar movimentos que você quer fazer, pode melhorar seu desempenho desses movimentos na vida real. Ou seja, o estudo de sonhos lúcidos pode também beneficiar deficientes físicos ou atletas que queiram melhorar o desempenho”, revela ele.

O site Lucidity.com reúne uma bibliografia científica interessante, em inglês, sobre o tema, com foco nos estudos de LaBerge.

As mais de 3 mil pessoas do grupo Sonhos Lúcidos, no Facebook, não têm nenhuma dúvida de que ter sonhos lúcidos controlados seja perfeitamente viável pra qualquer tipo de pessoa. A maioria dos participantes do grupo já teve experiências do tipo e muitos têm sonhos controlados com frequência. O técnico de informática e programador Jean Pierre Ribeiro, de 24 anos, conta que se interessou pelo assunto depois de ter alguns episódios envolvendo paralisia do sono e alucinações assustadoras. Ele diz que resolveu o problema recorrente ao dominar a técnica dos sonhos lúcidos e conseguir guiar os próprios pesadelos. “Em uma das paralisias, comecei a imaginar o céu, e aquilo me transportou para o céu, e fiquei flutuando no céu, e via perfeitamente as nuvens, e um chuvisco bem fino caia no meu rosto. Fiquei assim por um bom tempo até a paralisia passar, e as imagens do sonho começarem a se misturar com o ambiente do quarto. Depois disso ficou fácil, os sonhos sempre me davam pistas [de que eram um sonho]”, contou.
Como ter sonhos lúcidos

Se você pensou no filme Inception, vai lembrar que, nele, Leonardo DiCaprio tinha "âncoras" que lhe permitiam saber se estava sonhando ou não. Essa é uma das técnicas usadas pelos sonhadores lúcidos - eles criam uma âncora com a realidade que pode ser verificada no sonho. A ideia é reconhecer, durante o dia, elementos exclusivos da realidade não-onírica. Por exemplo: em um sonho, se você apertar o interruptor da luz, não necessariamente a luz acende ou apaga. Na vida real, a não ser que a lâmpada esteja queimada, pressionar o interruptor vai sempre ter um efeito. E se você se acostumar, no cotidiano, a checar se a luz acende ou apagar todas as vezes que você toca o interruptor, dizem os especialistas, você vai começar a repetir os mesmos hábitos nos sonhos. Daí, diante de um resultado improvável - digamos, tudo fica colorido quando você aperta o interruptor - você saberá que está sonhando. Vale pra qualquer coisa, como se olhar no espelho e checar a imagem que aparece antes de ir pro trabalho, por exemplo. O importante é que seja um hábito e que lhe permita checar a realidade.

Outra técnica é fazer um diário de sonhos: separe um caderno e todos os dias, ao acordar, anote tudo o que se lembrar sobre seus sonhos. Mas faça isso ao acordar, pois as memórias do que a gente sonha tendem a enfraquecer ao longo do dia.

Vários especialistas recomendam técnicas diferentes. Algumas, sugerem induzir o cérebro - literalmente soprar pra si mesmo “vou ter um sonho lúcido essa noite”, outras recomendam despertar por um número específico de vezes durante a noite para aumentar as chances de controlar os sonhos. Mas nenhuma fórmula é definitiva e, de acordo com os relatos, cada coisa funciona de maneira diferente com cada pessoa.

Se interessou? O vídeo aqui embaixo tem informações bastante precisas se você quiser desenvolver algumas técnicas para sonhar de maneira lúcida:

Se seu inglês está afiado, o Snoozon oferece treinamento pago para sonhar lúcido. O criador do site, Tim Post, também tem um TED bem legal sobre o assunto:


Em português, o site sonhoslucidos.com e o WikiHow têm extenso material sobre como conseguir sonhos lúcidos.

Galileu

Quando o erro vira acerto

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por Pedro Turambar

Aqui em Minas, a gente tem uma expressão para aqueles acontecimentos inacreditáveis que acabam, de alguma forma, favorecendo um indivíduo ou um grupo:

“Nó, que feijão!”

Não sei o porquê disso ser um golpe de sorte, mas parecia perfeito na minha infância para ilustrar aquele momento em que você pula com o Mario naquela quininha e, por um pixel ou dois, você não caiu na lava.

Ou quando você dá uma topada na mesa e, por milagre, consegue segurar aquele vaso da sua mãe que 99% das vezes iria se espatifar no chão. Pode também ilustrar uma jogada na sinuca, feita por você — que não tem ideia do que tá fazendo –, mas mata três bolas em uma tacada só.

Só se isso foi criado por um mineiro tirando onda com alguém.

O “feijão” — como nós aqui chamamos — é praticamente a prova de que existe algo “superior”. Uma força, uma deusa, uma louca ou uma feiticeira que faz com que coisas absurdas aconteçam na vida real. Dizem que, no corte original de Matrix, eles explicavam que assim, como o déjà vu, o feijão também é um bug.

Várias coisas que nós usamos no dia a dia, que facilitam nossa vida, foram inventadas na sorte. Sabia disso?

Imagine só que você está lá, querendo fazer uma coisa, e dá tudo completamente errado. Murphytambém está aí aprontando das suas, afinal de contas. Mas o produto final disso é algo que ninguém no planeta havia pensado mas que de alguma forma todo mundo precisava.

Preparamos uma lista dessas coisas que só existem por um acaso do destino. Por “um feijão”.

Microondas



Em 1945 um moço chamado Percy Spencer trabalhava em uma empresa que fazia experimentos com microondas (esse tipo de “onda” foi descoberta em 1940), chamada Raytheon. Ele trabalhava, mais precisamente, em um novíssimo tubo de vácuo chamado Magnetrón que, convenhamos, é um nome maneiríssimo para uma parada do tipo.

Foi quando ele entrou no tubo que ele observou que uma barra de chocolate que ele trazia no bolso estava derretendo. É até um pouco assustador imaginar que em alguma escala o próprio Percy estava entrando dentro de um microondas gigante.

Ele então resolveu experimentar e colocou uns grãos de milho lá dentro…

O primeiro forno microondas de verdade só foi construído dois anos depois e se chamava Radarange — que é muito mais legal que “microondas” — e era enorme. Em 1950, ele foi liberado para uso doméstico, mas ainda era muito caro e muito grande. O aparelho só foi se popularizar mesmo no final da década de 60 e custava U$460,00. Esse valor nessa época era praticamente um PlayStation 4 hoje em dia, em reais.

E pensar que, aqui no Brasil a gente considera o microondas um aparelho doméstico moderno.


Raio-X



Não, o raio-x não foi inventado, obviamente. Ele foi descoberto meio que sem querer.

O físico alemão Wilhelm Conrad Rontgen estava estudando raios catódicos (basicamente, elétrons que passam por um tubo construído especificamente para gerar os tais raios) quando, entre uma experiência ou outra, um papel (dentro de uma câmara escura) começou a apresentar uma luminosidade. Intrigado, ele resolveu criar várias barreiras sobre o papel e bombardeou-o novamente com os raios.

Ele descobriu que esses eles podiam atravessar matéria. Vários experimentos depois, como quem não quer nada (mas com um feeling de que podia rolar uma parada maneira), Rontgen pediu à esposa para colocar as mãos em cima de um papel fotográfico entre eles e o dispositivo que disparava os raios (que foram chamados por ele de “x” por ser uma variável desconhecida).

Imagine a surpresa dele ao ver os ossos, e a aliança, da esposa ‘impressos’ no papel?

Penicilina


Alexander Fleming: descuidado e genial

A humanidade também deve muito ao desleixo de Alexander Fleming. Ao sair de férias, o médico — que tentava desenvolver algo contra infecções, principalmente depois da Primeira Guerra — deixou as culturas de Staphylococcus que estava trabalhando em cima da mesa, uma delas estava aberta e acabou pegando um fungo.

Esse fungo simplesmente matou todas as bactérias.

Quando voltou de férias, Fleming percebendo o erro e já estava descartando os experimentos quando resolveu observar o que tinha acontecido. Foi assim que ele descobriu que esse fungo — do gênero Penicillium — matava as bactérias que ele estava cultivando. Ele não teve dinheiro para continuar a pesquisa, mas pelo menos batizou o “produto”.

Dez anos depois, Ernst B. Chain e Howard W. Florey conseguiram continuar a pesquisa de Fleming, resultando na Penicilina final que conhecemos até hoje.

Super cola


Toda a simpatia de Harry Coover

Esse é mais um daqueles exemplos que a primeira vez que você olha para uma coisa, não percebe o seu potencial. Só observando com outra perspectiva é que vemos o brilho.

A super cola foi descoberta assim.

Em plena Segunda Guerra Mundial, o americano Harry Coover descobriu o cianoacrilato. O objetivo inicial da pesquisa em questão era criar miras de alta precisão. O problema é que tudo que eles conseguiram fazer era colar as coisas e, por causa disso, abandonaram a pesquisa.

Alguns anos mais tarde, Harry percebeu que aquele composto poderia servir para outra coisa e acabou chegando na cola mais poderosa do mundo até hoje.

Picolé


Frank Epperson e sua neta, anos depois de sua deliciosa invenção

Você está lá, com seus 11 anos de idade, na varanda da sua casa, mexendo em uma xícara uma mistura de algo como pó de guaraná e água com um pequeno pedacinho de madeira e sua mãe te chama. Você deixa a xícara para lá, entra e esquece.

Pois bem. No outro dia, você acorda e encontra aquilo congelado. Crianças, e apenas crianças, têm o poder de pegar algo assim (lembre-se que essa criança em particular vivia em um mundo onde não existia picolé) e pensar “vou puxar isso pelo palito e vou lamber pra ver o que acontece”.

Eu não consigo imaginar que maravilha que deve ter sido.

Muitos anos depois, essa criança abençoada, com nome de Frank Epperson, patenteou o “gelo num palito”, inicialmente chamado de Epsicle Ice Pop e, mais tarde, Popsicle.

O nosso picolé.

Marca-Passo


Wilson Greatbatch e o marca-passo

Wilson Greatbatch é um nome que jamais poderia faltar nessa lista. Primeiro pelo fato dele ter inventado o marca-passo moderno de forma acidental. Segundo por ele ter sido um dos grandes inventores da história.

Nos anos 50, após sair da marinha e se tornar pesquisador, Greatbatch estava trabalhando em um oscilador que tinha como principal função apenas gravar os sons do coração. Sem querer, ele tirou um resistor do negócio e o dispositivo começou a emitir um pulso ritmado.

Eureka!

Ele percebeu que aquilo poderia ser um marca-passo implantável (já existiam marca-passos no mundo, porém eles eram do tamanho de televisões e davam choques).

Ele ficou dois anos refinando a invenção. Mesmo assim, os marca-passos não duravam muito tempo, principalmente por causa da pouca duração das baterias. Sagaz como era, o inventor passou a se dedicar então a produzir baterias de lítio por meio da sua empresa, a Greatbatch Inc.

Ele ainda se dedicou à pesquisas relacionadas AIDS.

A frase célebre de Pasteur (outro inventor do acaso) cabe no caso de Wilson Greatbatch e na maioria dos inventores dessa lista:


“Nos campos da observação, o acaso favorece apenas as mentes preparadas.”

***

Essas são apenas uma das centenas de invenções resultantes de acasos do destino. Talvez anos mais tarde alguma outra pessoa acabaria descobrindo ou observando as mesmas coisas em outra situação. Mas, sendo assim — proveniente de um erro ou de pura sorte –, as invenções se tornam ainda mais incríveis.

Isso acontecer fora de um roteiro de Hollywood nos faz acreditar um pouco em mágica na vida real, o que sempre é sensacional. Além do mais, nos ensina uma bela lição: a de que errar faz parte do processo, errar faz com que o acerto seja uma experiência deliciosa.

Errar é que nos torna humanos e nos torna sensacionais pela forma como aprendemos com isso.

Você tem algum caso em que queria fazer uma coisa e acabou acontecendo outra muito melhor? Ou conhece outra invenção assim nessas condições? Conta aí nos comentários.



PEDRO TURAMBAR
Pedro tinha 25 anos e já foi publicitário. Ganha a vida fazendo layouts, sonha em poder continuar escrevendo e, quem sabe, ganhar algum dinheiro com isso. Fundou o blog O Crepúsculo e tem que aguentar as piadinhas até hoje. No Twitter, atende por @pedroturambar.




PapodeHomem



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

10 equívocos históricos monumentais sobre o corpo feminino

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Se há uma coisa em todo o universo que é igualmente amado e incompreendido pelos homens, é o corpo feminino. Ao longo da história, as mulheres tiveram de lidar com diversas suposições erradas (muitas vezes ridículas) sobre seus corpos devido ao sexismo, fanatismo religioso, ou a pura e simples falta de informação. Por mais incrível que pareça, algumas dessas crenças bizarras sobre a anatomia feminina persistem até hoje.

10. Misticismo menstrual

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Enquanto na era moderna nós sabemos que a menstruação é um processo biológico normal, houve períodos na história em que ela era vista como algo quase místico, que envolvia um grande bem ou um grande mal.
Uma crença sobre a menstruação era que seu principal objetivo era manter uma mulher saudável expulsando o excedente de sangue ou sangue podre de seu corpo. Os defensores dessa crença argumentavam que o sangue era venenoso e podia contaminar os alimentos ou objetos com os quais entrou em contato. Também foi difundida a visão de que um homem nunca devia engravidar uma mulher menstruada: a prole resultante seria grotescamente deformada.
No outro extremo do espectro, Galen – um dos mais proeminentes médicos da antiguidade – espalhou a ideia de que o sangue de menstruação alimentava o feto dentro do útero e era convertido para o leite materno após o nascimento da criança. Outros acreditavam que o sangue menstrual estava imbuído de propriedades curativas. Os praticantes da medicina chinesa antiga viam a amenorréia – a falta da menstruação – como uma doença perigosa e inventaram várias “curas” para ela.

9. Clitóris usados como um pênis
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Você pode já ter ouvido falar sobre a crença hilariamente insana de Hipócrates sobre os ventres das mulheres serem errantes dentro de seus corpos, mas e a ideia de que o clitóris poderia ser usado ​​como um pênis? Isso mesmo: os antigos gregos pensavam que as mulheres com clitóris particularmente grandes poderiam usá-los como anexos de penetração para o coito. A crença era tão difundida que conseguiu chegar aos séculos XIX e XX, quando médicos americanos e europeus também a incorporaram em seu estudo de lesbianismo.
Talvez um dos defensores mais veementes da existência do “pênis feminino” foi o inquisidor italiano Ludovico Sinistrari. Como sacerdote e autor que se especializou em demonologia e pecados sexuais, ele afirmou que as mulheres que foram tomadas pela luxúria poderiam ampliar seus clitóris e se transformar em homens. Em um tempo onde o lesbianismo era um crime punível com a morte, Sinistrari fez a postulação estranha que tal crime poderia ocorrer apenas se a acusada tivesse penetrado com sucesso a outra parte com seu clitóris, um argumento que pode ter salvado algumas vidas. No entanto, Sinistrari defendeu punição extrema para as culpadas do crime.

8. Virgens restauram a juventude

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O sunamitismo – a prática de um homem mais velho dormir com uma jovem, virgem, sem qualquer contato sexual – teve o seu nome a partir da história bíblica do rei Davi. Preocupado com sua saúde na sua velhice, seus assistentes encontraram uma bela virgem chamada Abisague de Sunam, que dormia com ele na cama. Embora sem justificativa médica – só foi especulado que o ato poderia elevar os níveis de testosterona em homens de idade – o sunamitismo tem sido praticado em diferentes graus por uma variedade de diferentes culturas.
Um médico do século IV prescreveu tal tratamento para uma dor de estômago, enquanto que na Inglaterra do século XVIII, acreditava-se que o hálito de uma virgem tinha propriedades curatórias. Do outro lado do Canal da Mancha, no mesmo período, a prática virou um lucro para empresários franceses. Uma dona de casa chamada Madame Janus possuía uma casa com cinquenta virgens que eram servidas para velhos ricos, mais uma vez sem qualquer contato sexual.
Na Índia, uma variação do sunamitismo chamada Brachmarya tem estado em voga por um longo tempo, com o seu mais famoso praticante sendo ninguém menos do que Mahatma Gandhi.

7. Educação enfraquece o útero

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Em 1873, Edward Clarke, doutor e ex-professor da Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), publicou suas razões por que as mulheres não devem ser educadas em seu livro “Sex In Education; Or, A Fair Chance For The Girls” (em tradução livre, “Sexo na Educação; Ou, Uma Oportunidade Justa Para as Meninas”).
Em seu trabalho, ele afirmou que, já que as mulheres foram predestinadas a serem propagadoras da raça humana, a educação era de importância secundária. Ele ressaltou que os seus cérebros eram inferiores aos dos homens e, portanto, não foram feitos para lidar com níveis mais elevados de educação. Ele também alertou que as mulheres que persistiam na aprendizagem corriam o risco de danificar seus órgãos reprodutivos, especialmente se estavam menstruadas.
Por um tempo, a teoria de Clarke se tornou um tema popular de debate e era frequentemente usada como uma bíblia por ativistas contra a educação das mulheres. Por fim, a hipótese desapareceu à medida que mais mulheres foram ocupando faculdades e universidades e provaram-se tão boas – ou mesmo melhores que – seus pares masculinos.

6. Ideias de Aristóteles

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Ser um dos maiores filósofos de todos os tempos, aparentemente, não impediu Aristóteles de fazer toda uma lista de erros sobre o corpo feminino. Ele acreditava que as mulheres eram homens deformados, com seus órgãos genitais dentro de seus corpos devido à falta do “calor” necessário para formar um “corpo masculino perfeito”. Ele também especulou que essa deficiência impedia as mulheres de produzirem sêmen e, portanto, elas eram receptoras passivas no processo de fazer um filho. Outras gafes incluem a declaração de Aristóteles de que as mulheres tinham menos dentes e sulcos no crânio do que os homens, e sua incapacidade de distinguir a vagina da uretra.
Aristóteles equiparou suas descobertas sobre a suposta inferioridade do corpo feminino como uma justificativa para a dominação masculina em todos os aspectos da vida. Após sua morte, em 322 aC, seus pontos de vista permaneceram populares até o século XV e contribuíram enormemente para o chauvinismo predominante da época.

5. Seios usados como armadura
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Em uma carta que escreveu ao rei francês no século XIV, o médico real Henri De Mondeville deu três razões para o posicionamento específico das mamas. Em primeiro lugar, os seios eram localizados no peito para que pudessem ser mais facilmente visualizados pelos homens. Em seguida, os seios tinham uma relação mutuamente benéfica com o coração – eles fortificavam e mantinham uns aos outros aquecidos. Finalmente, o médico alegou que os seios, especialmente os grandes, mantinham o peito quente e serviam como um peso que ajudava a manter a força abdominal da mulher.
Em 1840, o médico inglês Astley Cooper afirmou que seios grandes beneficiavam muito as mulheres das camadas mais baixas da sociedade, porque permitia a elas que “suportassem os golpes muito fortes que muitas vezes elas recebiam em seus concursos pugilísticos regados a bebida”.

4. Mito das impressões maternas

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A ideia de impressão materna é esquisita demais para não aparecer nesta lista. Impressão materna é a noção de que a imaginação de uma mãe, desencadeada por estímulos internos ou externos, pode influenciar mentalmente o crescimento e desenvolvimento do feto. As origens exatas dessa crença são difíceis de detectar, embora tenha sido alegado que Hipócrates e a maioria dos antigos gregos eram crentes. Os romanos também aderiram a este conceito e deduziram que marcas de nascença de uma criança eram o resultado de um trauma emocional e mental de sua mãe.
A bizarra teoria persistiu ao longo da história, por conta de vários casos de bebês que nasceram deformados ou pareciam animais. Em um desses extraordinários casos, que mais tarde ficou provado ser uma farsa, uma mulher chamada Mary Toft supostamente deu luz a coelhos depois que teve desejos e sonhos de comê-los. Embora o conceito tenha sido abandonado no século XX, um bom número de pessoas continuam a agarrar-se à crença ainda hoje graças a um punhado de casos aparentemente inexplicáveis.

3. Dirigir destrói os ovários

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Praticamente todo o mundo revirou os olhos quando, em setembro de 2013, um proeminente clérigo saudita anunciou que a condução de automóveis era prejudicial à saúde da mulher. Em uma tentativa de combater um protesto motorizado planejado por mulheres ativistas – na Arábia Saudita, mulheres não podem dirigir -, o xeque Saleh Al-Loheidan disse que estudos têm demonstrado que as mulheres que dirigem pode danificar seus ovários e deslocar a sua pélvis. Ele acrescentou que essas mulheres estariam arriscando ter filhos com defeitos congênitos.
Os comentários de Al-Loheidan rapidamente se tornaram polêmica em todo o mundo – a hashtag no Twitter intitulada “#WomensDrivingAffectsOvariesAndPelvises” (“#MulheresDirigindoAfetamOváriosEPelvis”, em tradução livre) fez com que suas declarações viralizassem através da internet em meio a zombaria e críticas. Até mesmo seus próprios compatriotas manifestaram descrença em seus comentários, com alguns chamando-os de “ridículos”. Mais tarde, Mohammad Baknah, um ginecologista da Arábia Saudita, desafiou as declarações de Al-Loheidan e respondeu que tais estudos não existiam.
Em defesa de Al-Loheidan, sua visão bizarra sobre as mulheres que dirigem não foi a primeira – nem será a última – a angariar tal escrutínio. Em 2010, um outro clérigo saudita causou um tumulto quando emitiu uma fatwa (espécie de regra religiosa) que dizia que as mulheres poderiam amamentar os seus motoristas para torná-los parte da família formalmente.

2. Vaginas horizontais

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Ninguém sabe exatamente quando começou o mito de que as mulheres asiáticas – especialmente chinesas, japonesas e coreanas – tinham vaginas horizontais. Um dos relatos mais antigos conhecidos deste mito foi registrado em 1816, quando o naturalista francês George Cuvier teorizou que os genitais femininos diferiam e que as vaginas de mulheres chinesas eram posicionadas na horizontal.
Durante a década de 1880, o autor JW Buel foi para São Francisco, nos Estados Unidos, onde fez uma extensa pesquisa sobre as mulheres chinesas que viviam em Chinatown e concluiu que elas eram anatomicamente normais. No entanto, o mito da vagina horizontal tornou-se predominante mais uma vez durante a Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coreia, graças aos soldados norte-americanos baseados no exterior, que espalhavam contos sobre seus supostos encontros com essas mulheres.
Infelizmente, as asiáticas não eram as únicas a sofrerem este equívoco grave. Os primeiros antissemitas europeus acreditavam no conto que as mulheres judias tinham vaginas horizontais e gestavam seus filhos em apenas seis meses.

1. Vítimas de estupro não podem engravidar
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A ideia de que as mulheres não podem engravidar como resultado de estupro traça as suas raízes para o já citado Galen. Ele acreditava que, como os homens, as mulheres produziam a “semente” necessária para fazer uma criança e a liberavam somente após o orgasmo. Por essa lógica, as mulheres que foram estupradas eram vistas como incapazes de produzir esta “semente” e, portanto, incapazes de engravidar.
A teoria da “semente” de Galen permaneceu firmemente enraizada em períodos posteriores. Um texto jurídico da Inglaterra medieval dizia: “Se, no entanto, a mulher tiver concebido na época alegada, isso condena, pois, sem o consentimento de uma mulher, não é possível conceber”. Em suma, o sistema legal via as vítimas de estupro que engravidavam como participantes solícitas no ato.
Por mais incrível que possa parecer, mesmo hoje em dia, em pleno século XXI, a ideia de Galen ainda tem muito de apoiadores. Em junho do ano passado, o político norte-americano Trent Franks, do Arizona, observou que “a incidência da gravidez resultante de estupro é muito baixa”, uma declaração que gerou críticas por sua insensibilidade grosseira. No ano anterior, o político do estado do Missouri e candidato ao Senado Todd Aiken recebeu pesadas críticas por sua observação de que as mulheres não podiam engravidar de “estupro legítimo”. [Listverse]

Hypescience

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

10 coisas bobas que afetam a maneira como você vê o mundo

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Imagine viver em um mundo onde nada foi definido, onde a menor mudança poderia torcer sua percepção da realidade. Você ficaria louco, certo? Bem, aqui vai um segredo: você está vivendo neste mundo agora. Sim, por mais que nós gostemos de pensar que temos algum controle sobre essa coisa chamada “realidade”, a verdade é que o mais ínfimo acontecimento pode alterá-la de maneiras inesperadas. Confira 10 destes exemplos na lista abaixo:

10. A cor vermelha retarda sua percepção do tempo


Você se lembra do primeiro filme “Matrix”? Lembra o quão empolgados todos nós ficamos quando vimos a cena em câmera lenta pela primeira vez? Bem, tente lidar com essa informação: tudo que você precisa fazer para experimentar a sua própria versão barata disso é olhar para a cor vermelha.

Em 2011, um grupo de cientistas em Londres aproveitou o número absurdo de visitantes do Museu da Ciência para organizar um experimento de grande escala bizarro. Ao banhar as pessoas em luzes de cores diferentes e lhes pedir para informar sobre quanto tempo eles sentiram que tinha passado, os pesquisadores descobriram que um minuto dura mais tempo quando o mundo é vermelho. Especificamente, eles descobriram que dura uma média de 11 segundos a mais.


De acordo com o autor do estudo, o vermelho nos faz bastante conscientes do nosso ambiente. Esta hiperconsciência significa que o nosso cérebro é inundado com detalhes, que por sua vez fazem com que o tempo pareça abrandar. Você pode não ser capaz de desviar de balas, mas pelo menos tem um acréscimo de 11 segundos para se perguntar por que você está sendo alvo de tiros.
9. Música pode afetar a satisfação que você sente ao comer



Você já foi a um de seus restaurantes favoritos, mas acabou achando que a comida estava com um gosto inexplicavelmente terrível? Seu instinto natural foi, provavelmente, culpar o chef, mas há outra possibilidade: o gerente pode ter simplesmente tocado o tipo errado de música.

Em 2012, pesquisadores do estado norte-americano de Illinois dividiram um restaurante fast food em duas seções. Em uma seção tocava música suave, com pouca luz, enquanto a outra parte foi deixada como eles encontraram. Eles então monitoraram os hábitos alimentares dos clientes em ambas as seções e em seguida pediram que eles avaliassem o quanto apreciaram a comida. Os clientes sentados na seção da calmaria comeram menos de sua refeição e relataram ter gostado muito mais. Por outro lado, os da seção “normal” acharam que os pratos não estavam tão bons e comeram menos. Então, da próxima vez que você decidir que odeia um restaurante, preste atenção na música do ambiente. Ela pode ter um impacto maior do que você pensa.

8. Estresse muda quem você acha atraente



Algumas pessoas gostam de loiras, outros preferem as morenas, mas todos podemos concordar que a maioria de nós provavelmente tem um “tipo” que procuramos em um parceiro. Se você já se perguntou por que sente atração por esta subparcela da população, provavelmente assumiu que tem a ver com a natureza ou o instinto. Porém, isso está errado. O que acontece de fato é que a escolha de quem nós gostamos pode vir a ser pouco mais do que quão estressados nós estamos.

Em 2012, um grupo de pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, decidiu praticar alguma crueldade arbitrária, reunindo 81 homens e deixando 40 deles o mais estressado possível. Antes que pudessem romper em lágrimas, os cientistas rapidamente mostraram aos homens 10 fotos de mulheres com peso variando de muito magro para obeso, e pediu que eles avaliassem sua atratividade. Os resultados: era mais provável que o grupo estressado achasse as mulheres mais pesadas mais atraentes em comparação com a metade do grupo que estava descontraído.

Por mais esquisito que uma correlação dessas possa parecer, ela vai de encontro a outras descobertas que sugerem os homens sob pressão se sentem atraídos por mulheres mais gordinhas. Um estudo separado apresentado na revista “Psychology Today” relatou que os homens famintos acham seios grandes mais atraentes do que os homens que acabaram de comer – sugerindo que a coisa toda é uma sobra evolutiva de quando a comida era escassa e “ficar estressado” significava “provavelmente vai morrer de fome”.

7. Controle de natalidade afeta seu olfato




Após esse último tópico dominado por homens, aqui está um exclusivo para as nossas leitoras. Se você está tomando a pílula anticoncepcional, há uma chance muito boa que ela esteja alterando o seu olfato.

Algum tempo atrás, pesquisadores na Itália decidiram monitorar como o ciclo menstrual afetava o olfato feminino. Ao testar a sua capacidade de detectar cheiros em seis pontos diferentes ao longo do mês, eles descobriram que a maioria das mulheres se torna incrivelmente sensível ao odor durante a ovulação – a não ser aquelas que estavam tomando pílula. Após três meses de uso de anticoncepcionais, os indivíduos do sexo feminino não eram capazes de detectar aromas sutis no seu momento mais fértil.

E aqui está o mais importante: acredita-se que esses aromas sutis podem determinar quem você acha atraente e mudá-los pode mudar também a sua percepção de como você é atraído para um parceiro. Então, da próxima vez que você vir a si mesma acordando ao lado de um homem menos-que-ideal, se arrependendo e se perguntando como você entrou nessa situação, culpe a pílula.

6. Horário de verão o transforma em um mau trabalhador



Quantos de vocês estão lendo isso enquanto deveriam estar trabalhando? Não se preocupe, todo mundo faz isso. E aqui está a boa notícia: você tem uma desculpa. O simples ato de mudar o seu relógio uma hora para frente ou para trás pode torná-lo mais propenso a perder tempo na internet durante o horário de trabalho.

Pesquisadores de todo o mundo estudaram recentemente o equivalente a seis anos de dados do Google para descobrir o que as pessoas estavam procurando em um determinado dia. Eles descobriram que na segunda-feira após uma mudança de horário, o número de pessoas à procura de sites de entretenimento disparava. E, enquanto alguns desses usuários estavam, sem dúvida, navegando de casa, você não pode ignorar que vários estavam no escritório.

De acordo com os autores do estudo, esta variação no comportamento provavelmente se deve ao cansaço, que afeta o autocontrole das pessoas. Em uma experiência separada, a mesma equipe descobriu que os indivíduos passaram 8,4 minutos extras navegando através de artigos para cada hora de sono perdido na noite anterior.

5. Pensar sobre o dinheiro pode afetar sua moral



Cada um de nós gosta de pensar que somos pessoas morais. Bem, acontece que apenas o pensamento de dinheiro pode levar você a tomar decisões moralmente falidas.

No ano passado, um grupo de pesquisadores das Universidades de Harvard e Utah (ambas dos EUA) realizou um experimento envolvendo jogos de palavras seguidas de atividades relacionadas a negócios. Durante a rodada de jogos, um número de indivíduos foi inconscientemente exposto a palavras relacionados com dinheiro, enquanto o resto ouviu frases “neutras”. Então, todos tiveram que tomar decisões de negócios com um componente moral. Quer adivinhar o que aconteceu?

Aqueles que tinham sido expostos a palavras relacionadas ao dinheiro – como “custo”, “gastar” ou “comprar” -, abandonaram alegremente sua moral em favor de mentiras e enganos, mesmo quando isso não lhes dava vantagem alguma. O simples pensamento de dinheiro, removido de qualquer contexto, era aparentemente o suficiente para lançar sua bússola moral fora de sintonia, na medida em que o comportamento antiético como mentir parecia facilmente justificável.
4. Café pode torná-lo menos suicida



Todos nós já tivemos dias em que nos sentimos como se o mundo fosse um lugar frio e assustador. Para algumas pessoas, esses dias parecem intermináveis e pode parecer que só há uma saída. Contudo, de acordo com pesquisadores de Harvard, pode haver uma maneira absurdamente fácil de mudar a sua percepção negativa do mundo: basta beber uma xícara de café.

Em um estudo gigantesco que acompanhou cerca de 200 mil pessoas ao longo de 20 anos, os pesquisadores acompanharam as taxas de suicídio entre aqueles que beberam ou não café em uma base regular. Estranhamente, eles descobriram que aqueles que consumiam ao menos um único copo por dia tiveram seu risco de suicídio reduzido em cerca de 50%. E isso parece estar intimamente ligado à cafeína – ao invés de qualquer outra coisa que podemos encontrar no café. Tanto é que as pessoas que optaram pela bebida descafeinada estavam exatamente no mesmo barco que aqueles que ficaram longe do café completamente.

A teoria é que a cafeína age como um antidepressivo leve, pois aumenta a produção dos neurotransmissores do cérebro. Mas aqui está o problema: tomar café demais é pior para você. O ponto ideal é entre duas e quatro xícaras por dia. Um estudo finlandês separado deste primeiro concluiu que beber oito ou mais xícaras aumenta o risco de automutilação e suicídio, o que significa que esta é uma solução milagrosa que definitivamente só funciona com moderação.

3. Assistir TV pode torná-lo mais sexista



Nesta era iluminada de 2014, a maioria de nós provavelmente já descobriu que não é legal cumprimentar as mulheres com assobios e uma piada tosca sobre cozinha. Porém, de acordo com uma recente pesquisa publicada no “Journal of Communication”, cada um de nós está, aparentemente, a apenas um episódio de TV de distância de ser uma versão um pouco mais machista de nós mesmos.

Parece inacreditável, mas assistir a um programa de TV com personagens femininos fracos e em perigo pode fazer que os homens pensem mais negativamente a respeito de mulheres. Para provar isso, os pesquisadores mostraram a um grupo de 150 estudantes um dos três programas: um show de horror, onde um personagem passivo feminino sofria abuso, um episódio da série da “Gilmore Girls” para o grupo de controle ou um episódio de “Buffy, a Caça Vampiros”, que tem um forte liderança feminina. Em seguida, testaram os participantes com perguntas sobre seus pontos de vista sobre o papel dos homens e das mulheres.

Como você deve ter adivinhado, eles descobriram que aqueles que tinham visto a mulher passiva sendo abusada tinham ideias mais negativas sobre mulheres em geral e mais probabilidade de falar alguma bobagem machista do que aqueles que assistiram os outros programas. É incrível o tipo de impacto que a TV pode ter sobre a nossa mentalidade.

2. Fast food pode fazer arte e beleza parecerem chatas



Alguns meses atrás, pesquisadores em Toronto, no Canadá, decidiram testar os efeitos do fast food na nossa capacidade de saborear as coisas boas da vida. Para fazer isso, eles reuniram duas centenas de pessoas e mostraram-lhes algumas fotos de fast food, seguido de algumas fotos maravilhosas da natureza. Eles, então, pediram aos participantes para avaliar quanto prazer extraíram das fotos.

Quase sem exceção, os que tinha visto as imagens de fast food de antemão classificaram sua satisfação como significativamente mais baixa do que aqueles que não tinham. O simples pensamento de um hambúrguer e batatas fritas aparentemente pode diminuir a sua capacidade de apreciar a beleza natural.

Quando os pesquisadores repetiram o experimento com um grupo diferente, usando uma ária de ópera ao invés de imagens artísticas, os resultados foram idênticos. Aqueles que estavam pensando em fast food acharam difícil apreciar a música e estimaram que tinha se passado muito mais tempo do que aqueles que tinham visto apenas fotos “neutras”. De acordo com os autores do estudo, é provável que nossas mentes liguem coisas convenientes (como fast food) com impaciência, o que significa que já não sentimos que temos tempo para coisas intangíveis como mérito artístico.

1. Sua percepção de tempo depende do seu sexo



Lembram de “Te Amarei para Sempre”? O filme choroso é sobre o quão difícil a vida é para um casal que experimenta o tempo de maneiras diferentes, e como isso afeta seu relacionamento. Bem, aqui está algumas curiosidades para você refletir: se você está em um relacionamento, a mesma coisa está acontecendo com você agora – e seu marido não precisa nem mesmo estar viajando no tempo.

Ao longo dos anos, uma série de estudos parece sugerir que homens e mulheres experimentam o tempo de forma diferente. Em 1992, os pesquisadores descobriram que homens e mulheres que ficaram uma sala escura e com poucos ruídos estimaram o tempo passado de maneira muito diferente. Alguns anos mais tarde, um outro estudo descobriu que mulheres em estados de espírito negativos sentiam que o tempo passava mais rápido do que suas contrapartes masculinas. Mal chegamos em nossa era presente e ainda mais estudos parecem confirmar estes achados.

Agora, devemos salientar que a pesquisa nesse campo parece longe de ser conclusiva. Ainda assim, ela levanta algumas questões interessantes – que você e seu parceiro podem muito bem experimentar o tempo em velocidades ligeiramente diferentes, por exemplo. [Listverse]


Autor: Jéssica MaesJornalista de 22 anos, acompanha mais seriados do que deveria, é abastecida por doces e livros e, não importa o que digam, sempre acreditou em Severus Snape.




Hypescience



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Praia se transforma em oceano de estrelas com plâncton que brilha à noite

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Por: Robert Sorokanich



O fotógrafo taiwanês Will Ho nos traz estas imagens sobrenaturais de uma praia nas ilhas Maldivas, próximas à Índia, que brilha com milhões de pontos azuis. A luz destes fitoplânctons bioluminescentes parece um céu estrelado em algum lugar nas profundezas do universo. É hipnotizante.

Estas fotografias mostram como o fitoplâncton ilumina toda a praia: as ondas batem na areia e agitam as pequenas criaturas. Elas também acendem sob pressão, como quando as pessoas caminham pela areia:


Em geral, estes plânctons não fazem mal à pele, então você pode nadar e até surfar nessa água. Eles brilham no escuro para afugentar seus predadores, ou para atrair a atenção de bichos que ataquem esses predadores.

Imagine como seria fascinante e de tirar o fôlego visitar uma praia dessas você mesmo. Confira mais fotos no link a seguir: [Flickr/hala065 via Colossal]


domingo, 19 de janeiro de 2014

12 dos mais legais e criativos escritórios do mundo

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A maioria dos escritórios não é muito diferente (leia-se: são chatos e sufocantes), mas algumas empresas realmente se engajam em criar espaços legais e estimulantes para seus funcionários.

O objetivo é mantê-los felizes e inspirá-los a ser mais enérgicos e criativos (essas companhias acertaram em cheio, já que pesquisas apontam que locais muito fechados tendem a reprimir a criatividade e os lampejos de ideia dos funcionários).
10 escritórios incríveis com tobogãs

Para empresas como a Google, que exigem trabalho inteligente, criativo e em demanda, tais escritórios oferecem uma vantagem competitiva quando se tenta atrair empregados valiosos.


Dependendo das necessidades dos funcionários, os escritórios podem ser montados de diferentes formas. Alguns possuem equipamentos esportivos que ajudam os trabalhadores a reduzir o estresse, outros possuem salas onde eles podem relaxar e se sentir em casa, e vários são projetados para incentivá-los a pensar mais “fora da caixinha”.

Confira alguns exemplos: [BoredPanda]
Selgas Cano Architecture







Google

























Inventionland Design Factory










Pallotta Teamworks






Dropbox








Airbnb








Facebook








Nokia








Urban Outfitters












Lego










Zynga








White Mountain














Hypescience