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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A ciência dos sonhos lúcidos

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É POSSÍVEL SONHAR COM CONSCIÊNCIA DE QUE SE ESTÁ EM UM SONHO? E, MELHOR, CONTROLAR OS ACONTECIMENTOS NELE? (FOTO: FLICKR/CREATIVE COMMONS)

Você está correndo em direção a um penhasco. O vento bate no seu rosto e você pode sentir o frescor do ar contra sua pele. Quando você chega na ponta, não consegue parar - parecia que dava, mas aí não deu, e você despenca. Mas voa - você voa! Ao seu lado, o Papa. E não há nada de estranho nisso, é muito natural voar ao lado do Papa Francisco. De repente, puff, você se dá conta que aquilo é um sonho. E, como num tranco, o sonho termina.

Imagine se fosse possível não despertar de um sonho lúcido, no qual você sabe que está sonhando? As possibilidades seriam infinitas: daria pra visitar lugares que você nunca foi, conversar com gente inacessível de outra forma, voar, se transformar em um bicho… aliás, pode começar a fazer sua lista do que você faria se pudesse despertar sua consciência dentro de um sonho, porque isso é perfeitamente possível.

Sonhos lúcidos não são incomuns e eu aposto que você já teve um pelo menos uma vez. A controvérsia está na nossa capacidade - ou não - de permanecer consciente durante nossos sonhos. Pouco se sabe sobre o que acontece com o cérebro durante sonhos lúcidos e, mais importante, quando alguém consegue controlá-los. Muitos cientistas ainda dizem que isso é impossível, enquanto outros alegam que há muita coisa que não sabemos sobre o cérebro pra chegarmos a uma conclusão sobre isso.

A ciência tem alguns registros documentados desse tipo de fenômeno. Nesse estudo, de 2000, o psicofisiologista Steve LaBerge, um dos maiores especialistas sobre o assunto no mundo, pediu a indivíduos que mexessem os olhos em um padrão pré determinado durante sonhos lúcidos e foi capaz de observar e registrar esse momentos durante o experimento - ou seja, as pessoas ficaram conscientes durante o sonho e repetiram a instrução do pesquisador. Além disso, ele descobriu que esse tipo de experiência lúcida sempre acontece no quinto estágio do sono, o REM, no qual o corpo está totalmente paralisado com exceção das pálpebras.

O pesquisador Sergio Arthuro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, publicou no ano passado um estudo inédito no Brasil sobre as diferenças no padrão cerebral para sonhos lúcidos e sonos comuns. Usando algumas das experiência de LaBerge como norte, ele e outros pesquisadores concluíram que estudar sonhos lúcidos pode ser a chave para chegar à cura de doenças como a esquizofrenia ou pesadelos recorrentes em casos de depressão grave ou estresse pós-traumático. “Existe também uma linha de pesquisa chamada imaginação motora, que sugere que se você imaginar movimentos que você quer fazer, pode melhorar seu desempenho desses movimentos na vida real. Ou seja, o estudo de sonhos lúcidos pode também beneficiar deficientes físicos ou atletas que queiram melhorar o desempenho”, revela ele.

O site Lucidity.com reúne uma bibliografia científica interessante, em inglês, sobre o tema, com foco nos estudos de LaBerge.

As mais de 3 mil pessoas do grupo Sonhos Lúcidos, no Facebook, não têm nenhuma dúvida de que ter sonhos lúcidos controlados seja perfeitamente viável pra qualquer tipo de pessoa. A maioria dos participantes do grupo já teve experiências do tipo e muitos têm sonhos controlados com frequência. O técnico de informática e programador Jean Pierre Ribeiro, de 24 anos, conta que se interessou pelo assunto depois de ter alguns episódios envolvendo paralisia do sono e alucinações assustadoras. Ele diz que resolveu o problema recorrente ao dominar a técnica dos sonhos lúcidos e conseguir guiar os próprios pesadelos. “Em uma das paralisias, comecei a imaginar o céu, e aquilo me transportou para o céu, e fiquei flutuando no céu, e via perfeitamente as nuvens, e um chuvisco bem fino caia no meu rosto. Fiquei assim por um bom tempo até a paralisia passar, e as imagens do sonho começarem a se misturar com o ambiente do quarto. Depois disso ficou fácil, os sonhos sempre me davam pistas [de que eram um sonho]”, contou.
Como ter sonhos lúcidos

Se você pensou no filme Inception, vai lembrar que, nele, Leonardo DiCaprio tinha "âncoras" que lhe permitiam saber se estava sonhando ou não. Essa é uma das técnicas usadas pelos sonhadores lúcidos - eles criam uma âncora com a realidade que pode ser verificada no sonho. A ideia é reconhecer, durante o dia, elementos exclusivos da realidade não-onírica. Por exemplo: em um sonho, se você apertar o interruptor da luz, não necessariamente a luz acende ou apaga. Na vida real, a não ser que a lâmpada esteja queimada, pressionar o interruptor vai sempre ter um efeito. E se você se acostumar, no cotidiano, a checar se a luz acende ou apagar todas as vezes que você toca o interruptor, dizem os especialistas, você vai começar a repetir os mesmos hábitos nos sonhos. Daí, diante de um resultado improvável - digamos, tudo fica colorido quando você aperta o interruptor - você saberá que está sonhando. Vale pra qualquer coisa, como se olhar no espelho e checar a imagem que aparece antes de ir pro trabalho, por exemplo. O importante é que seja um hábito e que lhe permita checar a realidade.

Outra técnica é fazer um diário de sonhos: separe um caderno e todos os dias, ao acordar, anote tudo o que se lembrar sobre seus sonhos. Mas faça isso ao acordar, pois as memórias do que a gente sonha tendem a enfraquecer ao longo do dia.

Vários especialistas recomendam técnicas diferentes. Algumas, sugerem induzir o cérebro - literalmente soprar pra si mesmo “vou ter um sonho lúcido essa noite”, outras recomendam despertar por um número específico de vezes durante a noite para aumentar as chances de controlar os sonhos. Mas nenhuma fórmula é definitiva e, de acordo com os relatos, cada coisa funciona de maneira diferente com cada pessoa.

Se interessou? O vídeo aqui embaixo tem informações bastante precisas se você quiser desenvolver algumas técnicas para sonhar de maneira lúcida:

Se seu inglês está afiado, o Snoozon oferece treinamento pago para sonhar lúcido. O criador do site, Tim Post, também tem um TED bem legal sobre o assunto:


Em português, o site sonhoslucidos.com e o WikiHow têm extenso material sobre como conseguir sonhos lúcidos.

Galileu

Padre pede perdão após cantar 'Cristo Poderoso'

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padre
O padre pernambucano Hewerton Alves que em uma formatura de uma turma de direito no Recife fez uma performance com a musica ‘Cristo Poderoso’ uma paródia do “Show das Poderosas”, da cantora Anitta, pediu perdão pelo seu ato que repercutiu muito nas redes sociais.
Nesta quinta-feira (23), ele foi à sede da Arquidiocese de Olinda e Recife. Após uma conversa com o arcebispo Dom Fernando Saburido, divulgou uma nota pedindo desculpas.
Veja o vídeo :
“Creio que de fato, não fui feliz em cantá-la em um culto de formatura. Mas a intenção sempre de minha parte foi de trazer os jovens mais perto da Igreja. A intenção não foi jamais de afrontar ou escandalizar pessoa alguma”, explica o padre em nota.
Nos comentários do vídeo, há mensagens de repúdio, inclusive de pessoas que se dizem católicas e o acusam de querer se promover, mas há também outros que apoiam e veem a versão como uma forma de aproximar-se da juventude, que é a justificativa do padre para a apresentação. “Aos que ofendi peço-lhes perdão e reitero o meu propósito de seguir sempre fiel a minha Igreja e à missão que o Senhor me confiou”, diz a nota.
nota do padre
A Arquidiocese de Olinda e Recife preferiu não se manifestar sobre a conversa que aconteceu entre o arcebispo e o padre, que durou aproximadamente meia hora.
O padre Hewerton deletou sua página no Facebook, onde se descrevia como “um padre para os jovens”. “Alegre, acessível, próximo. Suas missas são animadas, com homilias claras e inovadoras”, dizia a descrição de sua página.


Mundo Conectado

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Estudo liga status e dinheiro a satisfação sexual em mulheres

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Casal na cama | Crédito: Corbis
Segundo estudo, renda e poder conferem maior independência às mulheres, impactando positivamente no sexo

Um estudo conduzido por pesquisadores espanhóis constatou que a renda e o status influenciam na satisfação sexual das mulheres.

Segundo a pesquisa, quando mais dinheiro e poder elas tiverem, mais satisfatórias tendem a ser suas relações sexuais.

O levantamento foi realizado pela Agência de Saúde Pública de Barcelona, na Espanha, a partir da análise das respostas de 10 mil pessoas a um questionário de saúde sexual do governo espanhol de 2009.

De acordo com os autores do estudo, a renda e o status conferem às mulheres maior independência, o que estaria intimamente ligado ao prazer sexual.

Eles dizem que o conforto socioeconômico permite uma liberdade maior ao sexo feminino para explorar suas fantasias sexuais e ter maior controle sobre o uso de métodos contraceptivos.

Mulheres com mais dinheiro também tendem a se envolver menos em relações abusivas, assim como têm menos chances de sofrer estupro ou agressão sexual.

Além disso, elas tendem a abandonar relações abusivas mais cedo do que mulheres mais pobres ou mesmo procurar mais rapidamente auxílio profissional ou aconselhamento, acrescentam os pesquisadores.

Segundo Dolores Ruiz, da Agência de Saúde Pública de Barcelona, responsável pelo estudo, mulheres com melhor nível sócio-econômico "tem maior consciência de suas preferências e maior capacidade de desenvolver sua sexualidade de maneira a lhes garantir maior satisfação sexual".

Por outro lado, "pessoas mais pobres alegam ter relações sexuais menos satisfatórias, o que impacta as mulheres mais especificamente, que parecem ser mais influenciadas por esses fatores".

"As mulheres de nível socioeconômico mais baixo também relatam sofrer mais experiências de abuso sexual", acrescenta Ruiz.

O estudo também mostrou que as mulheres afirmaram ter relações sexuais mais prazerosas quando mantêm uma relação estável em detrimento do sexo casual.

No geral, nove entre dez homens e mulheres relataram estar satisfeitos com a sua vida sexual.

Entre os homens, 97% dos que afirmaram ter uma relação estável relataram estar satisfeitos comparado a 88% daqueles que praticavam sexo casual.

Por outro lado, 96% das mulheres com um parceiro fixo disseram estar satisfeitas com sua vida sexual, comparada a 80% daquelas que praticavam sexo casual.

Os autores do estudo esperam que as descobertas possam levar à criação de políticas de saúde pública voltadas para o uso de contraceptivos e a redução de casos de abuso sexual entre as famílias de baixa renda.

A pesquisa foi publicada na revista científica Annals of Epidemiology.

BBC Brasil


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

China precisa exibir nascer do sol em telões por causa da poluição? É mentira

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Por: Brian Ashcraft




Na semana passada, surgiu uma história em vários sites de que a poluição em Pequim está tão grave que o nascer do sol precisou ser televisionado em um telão LED enorme, para que as pessoas pudessem vê-lo. Só que essa história é falsa.

Sim, um nascer do sol foi transmitido nas grandes telas de Tiananmen. E sim, a poluição em Pequim está terrível. É um problema sério: na semana passada, a qualidade do ar atingiu “níveis perigosos”, segundo o New York Times.

Mas, como aponta o site TechInAsia, isto faz parte de um anúncio de turismo para a província chinesa de Shandong – não é por causa da poluição.



No canto inferior, você pode ver o logotipo “Shandong amigável” da Comissão de Turismo. O anúncio, ao contrário do que disseram vários meios de comunicação, não foi por causa da má qualidade do ar.

Esta é outra foto tirada no mesmo dia. Observe o logotipo de turismo de Shandong:



O nascer do sol foi um vídeo curto de poucos segundos, que faz parte de uma montagem maior sobre turismo. Confira neste link um dos vídeos de turismo de Shandong, semelhante aos que apareceram nas telas de Tiananmen. (O vídeo exato parece não estar online ainda.)

Dizer que o nascer do sol estava aparecendo no telão por causa do ar poluído simplesmente não é verdade. O TechInAsia diz que se trata de uma “bobagem completa”.

Eis outros exemplos de imagens que aparecem nos telões:



Mas como surgiu essa história falsa? O contraste entre o smog e o céu ensolarado no telão foi comentado inicialmente por usuários da Sina Weibo, rede social popular na China.

Depois, ela migrou para o Twitter, quando jornalistas do New York Times e CNN retuitaram uma foto da situação. Sites como Salon e Business Insider fizeram textos sobre o assunto, mas notando que “eles não colocaram este vídeo por causa do smog”.

Então o tabloide britânico Daily Mail resolveu falar sobre o assunto, com o título “China começa a transmitir nascer do sol em telas de TV gigantes porque Pequim está coberta em poluição”. Daí para a frente, poucos se preocuparam com os fatos – inclusive o site da Época, que reproduziu a história no Brasil.

Os telões de Tiananmen não são novidade. Eles foram instalados em 2009 para marcar o 60º aniversário da República Popular da China, e geralmente exibe propaganda militar, slogans e destinos de viagem – não importa se o tempo está ensolarado e claro, ou nebuloso e frio.

É inegável que o comercial “Shandong Amigável” criou um contraste. Mas é apenas isso: um contraste. E isso já foi visto antes, quando anúncios de viagens semelhantes foram exibidos durante dias de smog – a Associated Press fez uma reportagem sobre isso em outubro. E abaixo segue uma imagem de janeiro de 2013:



Infelizmente, este é um contraste que veremos novamente. [TechInAsia e news.163.com]

Fotos: China.orgPC OnlineShumaguo

Gizmodo Brasil

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Genética ajuda a definir se somos pessoas diurnas ou noturnas

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Entender nosso relógio biológico nos ajuda a viver melhor

Nossos genes ajudam a determinar se somos pessoas diurnas ou noturnas, dizem especialistas.

Algumas pessoas pulam da cama cedo sem grandes dificuldades; outras precisam de mais de um alarme para garantir que não vão se atrasar ao trabalho.

Uns ficam acordados durante a madrugada, mas há quem não abra mão de dormir cedo.

Somos divididos entre cotovias e corujas - e isso é definido pela genética, explica o neurogeneticista Louis Ptacek, da Universidade da Califórnia.

"Independentemente de querermos ou não, nossos pais é que ditam a hora de dormir - com base nos genes que nos transmitiram", diz ele.
Produtividade

Os cientistas descobriram a importância de se entender o "cronotipo" de cada pessoa, ou seja, a hora do dia em que ela é mais produtiva - algo que pode ajudá-la a viver melhor no mundo moderno.

Rick Neubig, professor de farmácia em Michigan (EUA), é uma pessoa diurna.

"Pessoas com quem troco e-mails na Europa sempre reparam que eu mando as mensagens bem cedo", diz ele. "Outra coisa de que gosto muito, e que combina com manhãs, é observar pássaros. É muito mais fácil para mim do que para outras pessoas acordar de madrugada para vê-los."

E essa facilidade é hereditária. Neubig conta que sua mãe costumava acordá-lo às 4h da manhã para as férias familiares. E, hoje, sua filha costuma se exercitar logo cedo.
Traços genéticos

Ptacek está estudando famílias de hábitos matutinos que tenham a síndrome Familiar de Fase Avançada de Sono.

"É um traço genético forte", diz o médico, que identificou um gene mutante que faz uma proteína diferente - e que afetou o ritmo do relógio biológico em animais estudados em laboratório.

O especialista também acompanha famílias de "corujas", que têm a síndrome de fase "atrasada". Ele acha que isso se deve a uma diferente mutação no mesmo gene.

Nosso relógio interno é formado por milhares de células nervosas no núcleo supraquiasmático - uma estrutura localizada no hipotálamo (que controla diversas funções corporais, da liberação de hormônios à regulação da temperatura corporal), na base do cérebro.

Esse relógio é reiniciado diariamente pela luz.

Seria lógico concluir que os relógios biológicos de todas as pessoas seguiriam ritmos parecidos, mas isso não acontece.

"Se o seu relógio for rápido, você será propenso a gostar de fazer as coisas logo cedo, e vice-versa", diz Derk-Jan Dijk, professor do Centro de Pesquisas do Sono da Universidade de Surrey (Grã-Bretanha).
Adaptação social

E nossos relógios também mudam ao longo da vida. Quem tem filhos pequenos sabe que eles costumam acordar cedo, assim como idosos.

Mas, qualquer que seja nossa velocidade biológica, somos forçados a adaptá-la à sociedade e ao "horário comercial", das 9h às 17h.

Isso costuma ser particularmente difícil para adolescentes, que em geral não gostam de acordar cedo.

O professor Till Roenneberg, da Universidade Ludwig-Maximilians, analisou os padrões de sono dessa faixa etária.

"Podemos demonstrar que a famosa demora dos adolescentes (em acordar) é algo real", diz ele. "Eles adquirem esse hábito ao longo da infância e puberdade e chegam a isso aos 19 anos e meio, para mulheres, e 21 anos, para homens."

Com um banco de dados do sono de mais de 200 mil participantes, o grupo de Roenneberg espera fazer "um mapa do sono do mundo".
Jet lag social

Por conta de dados como esses, Mary Carskadon, professora de psiquiatria na Universidade Brown, nos EUA, faz campanha para que as escolas comecem as aulas mais tarde.

"Nem sempre as notas melhoram (por conta disso), mas um dos aspectos mais sérios da privação de sono é a questão da depressão, da tristeza e da falta de motivação dos jovens", argumenta. "O humor melhora quando as aulas começam mais tarde."

Mas não são muitas as escolas que costumam aderir a essa iniciativa, já que a maioria das pessoas tem de se acostumar ao horário comercial - mesmo que isso seja cansativo.

Roenneberg tem um jeito curioso de descrever e medir a privação de sono a que muitos estão submetidos por seus horários de estudo ou de trabalho: é o "jet lag" social.

"Em média, as pessoas acumulam uma ou duas horas de "jet lag" social, ainda que alguns - sobretudo jovens - acordem 5 horas mais cedo (para ir à escola do que acordariam num dia livre)", explica.

Acumular o "jet lag" social é o equivalente a fazer um voo longo toda semana. Mas há formas de driblá-lo, diz o especialista.

"Deveríamos mudar horários de trabalho e torná-los mais individualizados, para que se adequem a nossos cronotipos. Se isso não for possível, devemos ser mais estratégicos quanto à exposição à luz - por exemplo, indo ao trabalho não em um veículo coberto, mas de bicicleta."

BBC Brasil

domingo, 19 de janeiro de 2014

Ninfomaníaca – Vol. I (2013): o primeiro lado da saga sexual de Lars von Trier

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Polêmica demais para ousadia de menos. Ainda assim, o cineasta elabora o início de uma história envolvente.

Diego Benevides

Desde que anunciou a realização de “Ninfomaníaca”, o dinamarquês Lars von Trier construiu um pequeno monstro, aliado a um poderoso marketing que especulava uma nova abordagem sexual de essência cult nas telonas. Com o seu intelecto cada filme mais aflorado e sua capacidade de sempre provocar, o cineasta não faz do longa uma revolução sexual porque sabe que isso está ultrapassado.

Sexo é comum, gostoso e faz parte da vida das pessoas. É um assunto que não deveria mais chocar ninguém, se abordado com naturalidade. Enquanto meio mundo polemizava a suposta pornografia que estaria no filme, Trier decidiu amenizar o seu olhar e apenas relatar com crueza a vida de uma ninfomaníaca em uma película que por acaso traz sexo explícito, mas que nem sempre dá tesão em quem assiste.

A despeito de ser contraditório analisar a metade de um filme, considerando que “Ninfomaníaca – Vol. II” estreia nos próximos meses, a sensação que fica é de coito interrompido. De toda forma, vamos ao que interessa nesta primeira parte da saga sexual de Trier. Na trama, Seligman (Stellan Skarsgard) encontra Joe (Charlotte Gainsbourg) ferida e desmaiada na rua. Ao recusar atendimento de uma ambulância ou da polícia, ele a leva para casa e pede explicações sobre o ocorrido. Joe afirma que precisa contar uma longa história de cunho moral para que ele entenda. A partir daí, a vida da mulher é desmembrada, quase em regime de tribunal ou de terapia, desde a juventude até seus 20 e poucos anos.

A estrutura narrativa escolhida por Trier é mais convencional do que em vários de seus filmes anteriores, ainda que se divida, mais uma vez, em capítulos (cinco nesta primeira parte). Enquanto a Joe de Gainsbourg narra detalhes sórdidos de como descobriu a sexualidade e a elevou ao patamar de vício ou doença, acompanhamos flashbacks explicativos (até demais) de outros períodos da vida da mulher. Para ela, os homens são meras peças de entretenimento e satisfação. O único que ela relaciona-se sentimentalmente é o pai, vivido por Christian Slater. Até mesmo Jerôme (Shia LaBeouf), que poderia ser considerado uma grande paixão, ganha ares de perversão, caça e conquista.

Em cada fase da vida de Joe, o público acompanha suas experiências sexuais e seu olhar diferenciado sobre o próprio corpo e sobre os companheiros. Chega a ser infantil a forma como ela seleciona, entre seus inúmeros parceiros, quem ainda a interessa ou não. São poucos os momentos de vulnerabilidade da personagem, mas essenciais para transformá-la em uma pessoa palpável, o que justifica a não espetacularização do sexo. Aliás, muitos pênis, vaginas, bundas e coitos podem ser vistos no decorrer da projeção, mas nada tão agressivo quanto disseram por aí. Não existem as intermináveis sequências de “Azul é a Cor Mais Quente” ou o excessivo voyeurismo de “Um Estranho no Lago”. Existe a natureza do sexo.

Nessa primeira parte, Charlotte Gainsbourg e Stellan Skarsgard se entregam ao disparate, sempre bem sustentados pelo roteiro de Trier, que peca apenas pelo excesso de metáforas. Mesmo que o recurso seja recorrente em sua filmografia, em “Ninfomaníaca – Vol. I” parece tão didático que perde a naturalidade diversas vezes. Acompanhar um capítulo inteiro analisando um paralelo do sexo com a pesca chega a ser cansativo. Por outro lado, a metáfora de Bach cai como uma luva para toda a trama, em um dos momentos mais inspirados do script.

Se os primeiros minutos trazem certa irregularidade, o longa ganha mais força a partir do terceiro capítulo, quando conhecemos a Sra. H interpretada por Uma Thurman. A trama finalmente engrena. Trier concede a Thurman um pouco de seu humor ácido para construir uma cena tragicômica, explorando o potencial da atriz. É interessante notar que enquanto a Sra. H surta, os demais personagens assistem passivos, sem negar a razão e sem confrontá-la. A sequência é impagável por atingir diretamente a moral não apenas dos personagens, mas do público.

Destaque também para a estreante Stacy Martin, que interpreta a Jovem Joe. Ao entregar inteiramente o corpo e a mente, Martin carrega sozinha esse primeiro filme. Ela não desperdiça o espaço que tem para brilhar e a interação com Jerôme, papel de LaBeouf, é sempre avassaladora, do primeiro ao último contato sexual. Por sinal, é muito bom ver que um diretor do nível de Trier pode visitar nuances desconhecidas de LaBeouf, que está bastante correto no papel.

Sobre a entrega (ou seria a necessidade?) de atores profissionais se submeterem ao sexo real, não deveria existir megalomania nisso. Não existe mau gosto em assistir a um coito de verdade ou parcialmente simulado, principalmente porque ninguém em cena está aparentemente desconfortável. Sabendo que o puritanismo do olhar ainda limita a apreensão do público, Trier tem cautela e evita excessos. Talvez por isso o filme pode frustrar quem esperava uma trama altamente sexual e exibicionista. Não acontece.

“Ninfomaníaca – Vol. I” acaba sofrendo duas vezes: por ser dividido e por não ser exatamente aquilo que se esperava. Mas é relativo. Continua sendo uma história típica de Lars von Trier, o que requer respeito e disponibilidade para consumi-la. É preciso ver o resto do filme para ter uma maior compreensão do que ele realmente quis contar. Vontade não vai faltar.

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Diego Benevides é editor-executivo, crítico e colunista do CCR. Jornalista graduado pela Universidade de Fortaleza (Unifor), é pós-graduando em Cinema e Linguagem Audiovisual, especialista em Assessoria de Comunicação, pesquisador em Audiovisual e educador na linha de Artes Visuais e Cinema. Desde 2006 integra a equipe do portal, onde aprendeu a gostar de tudo um pouco. A desgostar também.

Cinema com Rapadura

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Como conciliar trabalho e estudos em 2014

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Conciliar a rotina de trabalho e a de estudos não é fácil, mas se você seguir as 6 dicas que separamos provavelmente conseguirá administrar muito melhor o seu tempo.  Confira

Como conciliar trabalho e estudos em 2014
Crédito: Shutterstock.com 
Tente criar uma rotina de estudos pré-definida para a sua semana. Avalie como é o seu cotidiano e determine dias e horários nos quais você deverá se dedicar a atividades acadêmicas

Trabalhar e estudar ao mesmo tempo não é tarefa fácil, mas é a realidade de milhões de pessoas. Para quem se vê obrigado a assumir essas duas rotinas completamente distintas, a organização deve ser priorizada ao máximo, caso contrário é muito provável que o rendimento em uma das atividades seja comprometido. Se você está nessa situação, confira 6 dicas que o ajudarão a administrar melhor o seu tempo e obter êxito em todas as tarefas que desempenha:



1 – Faça do calendário um aliado

Utilize o máximo possível o calendário: coloque nele os deadlines de projetos do trabalho e da escola ou da faculdade. Assim, você conseguirá visualizar melhor quais tarefas devem ser desempenhadas e qual o prazo máximo delas, evitando atrasos e esquecimentos.


2 – Não deixe para a última hora

Você tem o hábito de procrastinar, isto é, de deixar para a última hora todos os trabalhos que tem que fazer? Neste caso, a dica é parar de fazer isso. Programe-se para fazer um trabalho o mais rápido o possível, e, caso esteja difícil conseguir motivação para fazê-lo, pense da seguinte maneira: quanto mais rápido você começá-lo, mais depressa estará livre dele e poderá fazer aquilo que gosta.


3 – Procure por outras formas de estudar

Depois de começar a trabalhar é difícil ter a mesma disponibilidade para estudos que se tinha anteriormente, já que tempo livre diminui muito. Se sua rotina mudou, é importante que alguns hábitos também mudem, inclusive os de estudos. Você já pensou em gravar a sua própria voz lendo um texto e depois passar o áudio para o seu celular e escutar a caminho do trabalho? Essa pode ser uma solução eficiente para estudar num espaço de tempo que antes era inútil. Empenhe-se em tentar encontrar novas formas de estudo.


4 – Planeje-se

Tente criar uma rotina de estudos pré-definida para a sua semana. Avalie como é o seu cotidiano e determine dias e horários nas quais você deverá se dedicar a atividades acadêmicas.


5 – Cada intervalo conta

Você costuma ter intervalos no trabalho, esperar em longas filas ou perde bastante tempo se locomovendo para a sua escola e/ou o seu trabalho? Talvez seja a hora de você transformar o que antes era um desperdício em um investimento: aproveite esses períodos para colocar os seus estudos em dia. Para quem tem uma rotina apertada, cada segundo conta muito!



Fonte: Universia Brasil
Universia

Homem em caiaque escapa por pouco de colisão com baleia

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Um homem que andava de caiaque na Noruega tomou um susto quando de repente se deparou com uma baleia de 20 toneladas.
Caiaque e baleia. Foto: EVN/reprodução de vídeo
Homem se deparou com baleia enquanto andava de caiaque no norte da Noruega
Berthold Hinrichs estava andando de caiaque próximo à ilha de Senja, no norte do país, quando viu o animal surgir na sua frente. Ele conta que inicialmente não entendeu o que estava acontecendo, e teve dificuldades para se manter dentro da embarcação. Em seguida, de forma involuntária, Hinrichs acabou pegando uma carona em cima do animal. BBC Brasil

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Passageiros viajam sem calças no metrô em várias capitais do mundo

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Evento 'Viagem sem calças no metrô' tem adeptos em mais de 10 países.
Ideia é ficar de roupas íntimas no transporte e depois seguir a rotina.



Mulheres participam do dia sem calças, que ocorre pelo 5º ano em Madri, na Espanha (Foto: Andres Kudacki/AP Photo)

Passageiros de metrô de várias cidades do mundo tiraram as calças para viajar neste domingo (12), como parte de um evento chamado "Viagem sem calças no metrô".

Mesmo no frio europeu houve quem usasse o metrô sem calças na Alemanha, Itália, França,Espanha, Ucrânia, Polônia, Áustria, Bélgica, República Tcheca, Bulgária e Reino Unido. Em Madri, por exemplo, é o quinto ano em que ocorre o evento. Em Londres é o 13º ano em que as pessoas tiram as calças no metrô.

Em Hong Kong também houve passageiros que aderiram à viagem descontraída.

Alguns dos passageiros optaram por usar bermudas ou outras roupas íntimas grandes, mas outros ousaram mais e optaram por calcinhas e cuecas pequenas em público.

A ideia do evento é tirar a calça nos trens um dia no ano, ficar apenas com roupa íntima na parte de baixo e com as roupas tradicionais na parte de cima, e depois seguir sua rotina normal.
Em Londres, mulheres e homens ficam de roupas íntimas enquanto viajam de metrô neste domingo (12). (Foto: Leon Neal/AFP PHOTO)
Participantes ficam de calcinha no metrô em Bruxelas, na Bélgica (Foto: Eric Vidal/Reuters)
Em Londres, participantes do evento tiram as calças pelo 13º ano. (Foto: Leon Neal/AFP PHOTO)

Planeta Bizarro

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Montanhista sobrevive a queda de 250 m e promete voltar a escalar

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Ollie Daniel estava acompanhado de seu pai quando caiu do penhasco
Um montanhista que sobreviveu a uma queda de 250 metros na Escócia disse à BBC que se sente sortudo em estar vivo e que pretende voltar a escalar.
O britânico Ollie Daniel, de 25 anos, estava acompanhado de outras duas pessoas, uma delas seu pai, quando escalava o penhasco Coire Sputan Dearg, no norte do país, no último domingo.
"Nós estávamos navegando a uma visibilidade quase nula quando dei um passo e não tinha nada embaixo, e eu despenquei de uma altura de 250 metros", disse Daniel.
"Na hora eu pensei, 'já era'. A sensação que eu tive foi de que eu despenquei por um longo tempo até parar."
Ele lembra que houveram momentos de deslizamento e de queda livre.
"Houve apenas um grande impacto (quando chegou ao solo firme), que parece ter sido responsável pela maior parte do estrago", disse ele.
Daniel teve um pulso e nove costelas quebradas, e sofreu lesões hepáticas e pulmonares, assim como cortes e contusões.

Daniel foi resgatado depois de algumas horas pela equipe de resgate 'Braemar Mountain Rescue'
Ele conta que em seguida se arrastou até um local mais protegido e se cobriu com seu saco de dormir, enquanto esperava por ajuda.
Ele disse que cerca de duas horas depois, ouviu um helicóptero da Força Aérea Britânica (RAF), o que foi um "grande alívio", mas também "muito desanimador", quando percebeu que estavam indo para o local errado.
Mais tarde ele foi encontrado por uma equipe de resgate de montanha.
Daniel disse que se sentiu "sortudo" por duas razões, por ter sobrevivido a uma queda dessa altura e por ter sido encontrado pela equipe de resgate.
Sobre planos de voltar para as montanhas, ele confirmou: "A razão dessa escalada era fazer uma preparação para uma maior."

Um grito

Daniel teve um pulso e nove costelas quebradas, e sofreu lesões hepáticas e pulmonares, assim como cortes e contusões.

Daniel confirmou que vai voltar a escalar
Ele disse: "Eu certamente já me senti melhor, mas, felizmente, não me sinto pior."
Seu pai, James Daniel, deu sua versão do acidente: "Nós estávamos andando em uma fila de três, Ollie estava na frente e eu estava atrás."
"Ele deu um passo, soltou um grito, e desapareceu."
"Chegamos o mais perto que conseguimos, e então começamos a pensar 'Oh, não, algo grave aconteceu aqui'."
O grupo conseguiu dar o alarme aos serviços de emergência, sem saber se Daniel estava vivo.
BBC Brasil

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Como prevenir a queda de cabelo

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Homens e mulheres são diferentes em várias coisas, mas há uma preocupação em comum: a queda de cabelo. Os homens são vaidosos, apesar de muitos não reconhecerem, e temem ficar carecas, enquanto que as mulheres, principalmente, as brasileiras, gostam de cuidar bastante dos cabelos, por isso quando veem aquela quantidade enorme de fios caídos pelo chão do banheiro ou que ficam presos a escova começam a se desesperar e querer investigar por que o cabelo está caindo.

É normal caírem até 100 cabelos por dia, mas é claro que você não irá contar. No entanto, preste atenção se surgirem leves falhas no couro cabeludo. Neste caso, procure um dermatologista para avaliar o quadro. Somente ele poderá orientá-lo sobre o melhor tratamento.

Motivos para queda de cabelo

O motivo para a queda de cabelo irá depender de cada pessoa. Existem várias causas para a queda do cabelo que vão desde a má alimentação até a genética, o estresse, a ansiedade, os produtos químicos, as doenças do couro cabeludo, entre outras. No entanto, não é preciso entrar em pânico. Afinal, assim que a causa for detectada será possível amenizar ou resolver o problema. Por isso, procure tratamento assim que perceber a perda excessiva de fios. E, definitivamente, não use qualquer produto sem orientação do dermatologista.

Dicas para reduzir a queda de cabelo

Cair cabelo é normal e inevitável, porém com alguns cuidados básicos é possível que a perda de cabelo possa ser reduzida. Confira algumas dicas para preservar os fios.
  • Evite o tracionamento dos cabelos para conservá-los. Ou seja, evite andar durante muito tempo com o cabelo preso ou repuxado, pois favorece a queda. E quando for prender o cabelo, certifique-se de que ele está completamente seco.
  • Evite tomar banho de água quente, pois a queda dos fios pode piorar devido a oleosidade do couro cabeludo. Opte preferencialmente pela água fria ou morna.
  • Evite pentear o cabelo molhado, pois ele fica frágil quando úmido, e quebra mais facilmente ao desembaraçá-lo. Seque-o com uma toalha e depois o desembarace com um pente de dentes largos, começando o movimento pelas pontas.
  • As altas temperaturas danificam o cabelo e provocam queda dos fios se usados sem controle. Por isso, evite ou use com moderação as pranchas de alisamento, escovas alisadoras e o baby liss.
  • Os produtos químicos (com formol) são muito prejudiciais ao cabelo, principalmente se forem usados continuamente. O excesso de tinturas também pode danificar os fios. Por isso, escolha sempre produtos de qualidade e consulte bons profissionais.
  • A genética pode influenciar na queda de cabelo, principalmente se houver histórico de calvície na família. Por isso, quanto antes for detectado o problema por um dermatologista, mais rapidamente poderá ser iniciado o tratamento.
  • Doenças hormonais também podem causar queda de cabelos, por isso quanto mais cedo for diagnosticado o problema, melhor. Assim o tratamento contra a queda de cabelo poderá ser iniciado precocemente.
  • Doenças do couro cabeludo (como dermatite seborreica – que pode se manifestar na forma de caspa – e psoríase) também podem acelerar a perda de fios. Por isso, ao serem detectadas, trate o problema o mais rapidamente possível.
  • Ansiedade e estresse podem influenciar na queda de cabelo. Por isso, na medida do possível tente levar uma vida mais calma, sem muito estresse.
  • Muita gente não sabe, mas a falta de algumas vitaminas no organismo levam à queda de cabelo, por isso se quiser ter cabelos fortes cuide da sua alimentação. Inclua frutas, legumes e verduras in natura na alimentação, carne vermelha, peixe e produtos integrais, além de alimentos que contenham ferro.
  • Não durma com os cabelos molhados, pois os fios úmidos quebram facilmente com o atrito do travesseiro. O couro cabeludo também fica abafado, e demora mais para secar, favorecendo a proliferação de fungos e o aparecimento de caspa e outras doenças que levam à queda.
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Presidente da Guatemala louva Washington e Colorado

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O presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina elogiou os eleitores de Colorado e Washington por legalizarem a cannabis durante um discurso proferido na ONU na quinta-feira. O presidente também falou contra as falhas da guerra às drogas, e exortou os países a tomarem uma abordagem diferente.


"Vocês sabem que a política mundial de drogas está mudando quando o presidente de um país latino-americano atormentado pela violência do tráfico de drogas elogia iniciativas dos EUA para legalizar a maconha", disse Ethan Nadelmann, diretor-executivo da Drug Policy Alliance. "Parece que a sanidade e a racionalidade vão finalmente penetrar os níveis mais altos dos governos em todas as Américas."
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, bem como o presidente uruguaio, José Mujica, também se manifestou contra a guerra às drogas nas Nações Unidas esta semana.


É isso ai, nessa reunião da ONU, onde presidentes de diversos países do mundo estão defendendo o fim da guerra às drogas, o Brasil, que tem um potencial enorme de cultivo e que poderia explorar isso como nenhum outro país do mundo, se mantém calado, com a nossa presidenta Dilma Roussef se fazendo de surda e muda perante as evidências que mostram que o caminho melhor, com certeza não é a da proibição. Estamos vendo nossos vizinhos uruguaios e equatorianos principalmente, tomando decisões que irão mudar a América Latina, e o Brasil, o maior país desse grupo sequer dá sinais de que as coisas vão mudar por enquanto.


Como disse o cantor Samuel Rosa, da banda Skank durante o show no Rock in Rio: "Maconha é proibido, mas fazer mensalão de novo pode."


Maconha da lata

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mais rápido do mundo? Supercarro “Keating Bolt” foi desenvolvido para atingir 547 km/h

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Protótipo da empresa britânica Keating Supercars quer bater recorde atual de 431 km/h registrado por Bugatti Veyron em 2012

Desenvolvido especialmente para quebrar o recorde de velocidade na categoria dos supercarros, o Keating Bolt foi apresentado ao mundo em setembro de 2013, pela empresa britânica Keating Supercars. Equipado com motor 7.0 litros LS7 V8 e potência de 800 cavalos, o protótipo é capaz de atingir os 340 mph (milhas por hora) ou incríveis 547,18 km/h, conforme garante o fabricante.



Em entrevista ao jornal Manchester Evening News, Tony Keating, engenheiro e idealizador do projeto, prometeu - ainda quando o carro estava sendo construído – que o Bolt seria preparado para ir muito além do recorde: "Não queremos apenas para bater o recorde, queremos colocá-lo fora do alcance de qualquer outro fabricante”, declarou.



O desempenho do Bolt poderá ser conferido em prova que ocorrerá no final desde ano em Ras al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. Além da velocidade máxima surprendente, o fabricante garante que o carro faz de 0 a 60 mhp (0 a 97 km/h) em apenas dois segundos.



A Keating Supercars quer retomar a posição que ocupou em 2009, quando um de seus outros três supercarros já produzidos alcançou os 260,1 mph (419 km/h) em prova realizada em Salt Lake Flats, Califórnia. O atual recordista é um Bugatti Veyron, que em 2012, atingiu a marca de 268 mph (431 km/h).

Assista em vídeo a apresentação oficial do Keating Bolt (em inglês):



Pense Carros

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cânhamo foi legalizado na Califórnia

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O Governador Jerry Brown assinou oficialmente a Ação do Cultivo de Cânhamo Industrial na Califórnia (SB 566), a verdadeira legalização do cânhamo no Estado da Califórnia, EUA.


"Estamos muito satisfeitos por ter a assinatura", diz o senador Mark Leno, o principal patrocinador da proposta. "Tem sido um esforço de 10 anos para chegar aqui. [A aprovação da Lei do Senado 566] vai ajudar a sustentar a agricultura familiar na Califórnia para o futuro e, provavelmente, criar mais oportunidades de emprego. O cânhamo é uma indústria de US $ 500 milhões por ano na Califórnia, e está crescendo em 10 por cento ao ano ".


O senador Leno continua: "Esta é uma planta milagrosa que tem servido o planeta Terra bem , por literalmente, milênios, e que agora vai permitir legalmente a fabricação e venda de milhares de produtos de cânhamo, incluindo alimentação, vestuário, abrigo, papel, combustível, todos os produtos biodegradáveis​​. É renovável a cada 90 dias, cresce sem herbicidas, pesticidas e fungicidas, e precisa de menos água do que o milho. Trata-se da definição de sustentabilidade. "


A nova lei legaliza o cânhamo - definido como tendo 0,3% ou menos THC - permitindo aos agricultores para que se tornem licenciados com o Estado para cultivar o cânhamo para fins privados, ou industrial. Com a aprovação da proposta, a questão da lei federal ainda está em questão, mas com o recente anúncio do governo de Obama que eles não vão cumprir a lei federal em estados que legalizarem a maconha, o senador Leno não está preocupado.


"Eu tenho muita confiança em uma declaração recente do procurador-geral Eric Holder", diz Leno. "Ele disse que, se um Estado põe em prática um subsídio legal e sistema regulatório da maconha, que o governo federal não iria interferir. Agora, precisamos de esclarecimentos entre cânhamo e maconha, mas não há nenhuma maneira que isso poderia ser interpretado que o cânhamo seja excluído, uma vez que o cânhamo não é uma droga."


Norueguês fica nu e aborda mulheres em vídeo

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Um norueguês vem chamando atenção na internet após provar que de fato venceu sua timidez. Em um vídeo postado no Youtube neste último domingo (29), o jovem aparece completamente nu andando pelas ruas de uma cidade e abordando outras mulheres.

Nas imagens, o usuário ‘FreddyFairHair’ pede o telefone de diversas garotas enquanto tira suas roupas. Mesmo chocadas com a atitude do rapaz, que afirma ser o mais tímido da classe no tempo de colégio e ainda ter vergonha de tomar banho no vestiário após a educação física, as mulheres são simpáticas à abordagem.

Abordagem 'diferente' do jovem norueguês. (Foto: Reprodução / Youtube)

O norueguês informa ainda que o áudio dos diálogos foi captado por um microfone preso em suas roupas de baixo. Em alguns casos, as mulheres parecem realmente ter passado seus números de telefone.

Ao final do vídeo, que foi visto mais de 230 mil vezes em 24 horas, o norueguês atirado é abordado por policiais e presta esclarecimentos sobre o caso. E você, reagiria com bom humor também?


Yahoo Notícias

sábado, 21 de setembro de 2013

Sucesso na Rússia, curso de sexo oral para mulheres chega a Salvador

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Curso será ministrado no início de novembro na capital baiana
Foto: divulgação/Mundo da Intimidade


Mellyna ReisDo NE10/Bahia


Um curso importado da Rússia e que têm feito sucesso nas redes sociais será oferecido em Salvador no início de novembro. Trata-se de uma capacitação que orienta mulheres sobre como fazer sexo oral promovido pelo site Mundo da Intimidade, da jornalista Aline Castelo Branco.

O curso será realizado nos dias 2 e 3 de novembro, das 8h às 18h, com intervalo para o almoço. A participação é restrita às mulheres, que terão direito a apostila, certificado e uma prótese peniana para praticar as técnicas. As aulas serão ministradas por sexóloga, infectologista, urologista, terapeuta sexual e fonoaudióloga.

Entre os assuntos que serão abordados, estão as zonas erógenas masculinas, quando e como iniciar o sexo oral, técnicas de acariciamento, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. A jornalista Aline Castelo Branco explica que o foco voltado para o público feminino é devido a repressão sexual ainda sofrida pelas mulheres.

"O principal objetivo é a orientação sexual, para que a mulher entenda o corpo do homem e não só pra fazer [sexo] por fazer, para dar prazer somente ao cara", ressaltou Aline, que recebeu pedidos para a realização de um curso voltado para o público homossexual.

Inicialmente seriam oferecidas 30 vagas, mas, segundo a organizadora, diante da procura pelas aulas em menos de três dias de divulgação, ela decidiu que o valor, o local do evento e o número exato de vagas serão anunciados oficialmente a partir da próxima segunda-feira (23).

"Não imaginei que ia ter repercussão toda. Pensei que seria só aqui em Salvador mesmo", comentou a jornalista, que recebeu mais de 300 pedidos de participação de por e-mail, desde maridos interessados em inscrever as esposas como de pessoas fora do País. Segundo Aline, o site atingiu um pico de mais de 300 mil acessos em apenas um dia depois que o curso foi anunciado.

Apresentadora e repórter do programa de rádio Confessionário, que discute relacionamentos amorosos e sexo, Aline Castelo Branco também é escritora e pesquisadora na área de educação sexual. Os detalhes sobre o curso estarão disponíveis a partir da próxima semana no endereçowww.mundodaintimidade.com.br.

IMPORTADO - O curso de sexo oral que será oferecido em Salvador segue os moldes do que é ministrado no Centro de Treinamento Sexual da Rússia pela sexóloga Katherine Lyubimov. A organizadora do evento na capital baiana, única detentora dos direitos de ministrar as aulas do programa no Brasil, garante que o valor ficará abaixo do que é cobrado no país europeu, que custa entre R$ 800 e R$ 1 mil. O curso também será ministrado em São Paulo e Rio de Janeiro, com expectativas de chegar a outras cidades.

NE10

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Rely Link quer assumir órfãos da Kombi

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Veículo pode ser aplicada no uso familiar ou profissional; preço começa em R$ 47.990


Thiago Vinholes



Foto: divulgação

Rely Link

A Rely, divisão de veículos comerciais da chinesa Chery, quer aproveitar o adeus da VW Kombi para lucrar no Brasil. A marca anunciou nesta quinta-feira (12) o lançamento da minivanLink, um veículo baseado no modelo “Van”, já à venda no Brasil, mas com acabamento melhorado e conjunto mecânico superior.

“Com a descontinuidade da Kombi abrem-se lacunas para outras marcas, como a Rely, que oferecem veículos similares com mais tecnologia e itens de conforto”, enfatiza Valdir Romero, diretor de Operações da Rely Brasil.

À venda por R$ 47.990, a Link pode transportar até 8 passageiros e a lista de equipamentos de série contempla freios ABS, airbags frontais, ar condicionado com saídas de ar no teto do veículo, espelhos retrovisores e vidros elétricos, rádio MP3 Player com entrada USB, entre outros.

A minivan Link é impulsionada pelo motor 1.3 a gasolina de 83 cavalos de potência a 6.000 rpm. Já o câmbio é manual de cinco marchas e a tração é traseira.

Assim como os outros utilitários da Rely, a Link conta com garantia de fábrica de três anos ou 80 mil quilômetros, a partir das unidades ano modelo 2013/14.



iG

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O sucesso absurdo do vídeo do homem que acordou de uma operação sem reconhecer a mulher

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Jason e a mulher Candice
Jason e a mulher Candice

O vídeo no YouTube já tinha, até este momento, mais de 8 milhões de visitas.
No mês passado, o ator americano Jason Mortensen operou uma hérnia. Precisava corrigir barbeiragens de intervenções anteriores. Jason acordou no hospital com amnésia temporária.
Sua mulher, com quem está casado há seis anos, estava filmando tudo.
Jason olha para ela. Pensa que é uma enfermeira.
“O médico mandou você?”, ele pergunta. “Cara, você é colírio para os olhos”.
“Você pode ser a mulher mais bonita que eu já vi”, continua ele. “Você é modelo?”
Ela responde: “Meu nome é Candice. Eu sou sua mulher”.
“Você é minha mulher? Caramba!”.
Depois de considerar essa possibilidade por um momento, ele pergunta: “Há quanto tempo? Temos filhos?”
Candice conta que ele estão casados há muito tempo.
“Oh, meu Deus, eu ganhei na loteria!”, diz ele.
Diante das suspeitas de que fosse uma farsa, Jason deixou um depoimento no YouTube. “Ela está ao meu lado haja o que houver. Em uma cirurgia anterior, sofri uma complicação grave e não sabia se voltaria a viver novamente. Ela é o amor da minha vida”.
Aos 29 anos, Jason nunca fez um filme, peça ou radionovela de sucesso. Estourou com uma declaração de amor involuntária, para alguém fora de sua liga. Se a reação foi sincera (sempre há a possibilidade de que estivesse atuando), Jason é o marido do ano. Se estava mentindo, também.
Como escreveu alguém nos comentários: a melhor maneira de manter um casamento, eventualmente, é esquecer com quem você está casado.


Diário do Centro do Mundo

O que a mídia de celebridades faz com Anitta deveria ser crime

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Ela
Ela
A cantora Anitta, do hit “Show das Poderosas”, fez uma brincadeira com seus fãs durante um show na cidade de Guarapari, litoral do ES. Depois que um rapaz jogou uma lata de cerveja no palco, Anitta improvisou uma série de piadas, como se fosse uma comediante stand up (nem todas as piadas foram boas mas, vá lá). Foi tudo registrado em vídeo, inclusive as gargalhadas do público e o recado dela no fim: “Não vai falar depois no instagram que eu sou estrela, hein! Que eu tou brincando. Olha o senso de humor!”
Essa passagem está no vídeo que o ator Paulo Gustavo colocou em seu canal de Youtube.
Mas se você assistir a uma versão editada, de 23 segundos, acabará achando que Anitta desrespeitou o fã e o ofendeu covardemente.
Anitta havia acabado de conversar e promover a peça de Paulo Gustavo no palco e, naquele clima, resolveu improvisar um personagem de pavio curto assim que viu a lata de cerveja ser atirada. Disse exatame o que segue, mudando a voz para acentuar a piada.
— Quem é o mal educado que tacou essa porra aqui, heim?! Coisa de pobre!
Entrou de graça no evento?! Ganhou cortesia! Jogou a porra da latinha aqui! Puta que pariu, heim! Tá bêbado! Tu não vai comer ninguém, heim! Coisa horrorosa! Bêbado horrível. Tira daqui! Mal educado da porra. Se essa porra pega na minha cabeça, eu vou para o hospital. E tenho show pra cacete pra fazer.
Uma série de “reportagens” dos sites de celebridades ganharam destaque nas páginas de portais como iG, Terra e UOL. Os títulos: “Com palavrões, Anitta detona fã em show” e “Anitta dá chilique com fã que jogou latinha no palco”. Nos textos, os jornalistas descascam a cantora, desclassificando-a com extrema má fé e usando a performance humorística como argumento.
Anitta resolveu não ficar calada. Escreveu um ótimo texto que pode ser encarado como um libelo contra o sensacionalismo e o mentiroso que se faz em revistas e sites de celebridade como se fosse jornalismo.
Aqui, o vídeo completo, em que ela explica a piada:
O texto de Anitta:
Eu sempre pensei que o jornalista fosse um profissional de muita importância na sociedade. Na minha cabeça, eles exerciam um papel de extrema delicadeza: levar ao público informações sobre os fatos e acontecimentos.
Hoje em dia parece não funcionar mais assim. Com o aparecimento da internet, qualquer um se diz jornalista e distribui seus “conteúdos” para o público.
Cada dia que passa eu me dou mais conta de que os valores de compromisso e responsabilidade com a verdade para com o espectador se perderam.
Não é de hoje que eu vejo, por dia, pelo menos 3 “notícias” inventadas pelo fantástico mundo da mídia sobre mim. São lugares que eu nunca estive, pessoas que eu nunca vi, palavras que eu nunca falei. Em uma das últimas, dizia que pra eu ficar famosa passei por uma mudança de clareamento de pele pra ser branca, por que era negra e não faria sucesso por conta do preconceito… Oi?!
Isso existe?!
Acreditem… teve “jornalista” me ligando pra saber como foi o tratamento.
Depois me pego lendo que deixei fãs esperando sei lá quantas horas, quando na verdade eu cheguei na hora combinada. Depois que não quis atender ninguém, quando, na verdade, em quase todos os show eu passo mais tempo no camarim recebendo fãs do que no palco em si.
Teve veículo de imprensa que abriu uma perseguição contra mim e todo dia tem lá uma notinha sobre meus ataques e sobre como eu me tornei o demônio em poucos dias, com passo a passo e tudo. Amanhã corram lá que vai ter alguma nova, garanto. Talvez falando que eu xinguei alguém bem alto na rua, ou que maltrato minha equipe, com testemunhas e tudo. (Como se eu fosse burra o suficiente pra fazer todas essas coisas e achar que ninguém saberia.) Ou que escrevi isso aqui pra pagar de correta pros fãs. Provavelmente abriram um “criativo do mês” na empresa, onde o funcionário que inventar a mentira mais criativa sobre alguém ganha um prêmio. Não só sobre mim, mas sobre todos os outros artistas. Reparem que veículos como esse nao transmitem notícias construtivas sobre nada. Focam em falar mal da vida alheia. Daí o “jornalismo preguiçoso” copia e cola a “matéria” em seu veículo.
A mídia tem o poder de transformar uma lebre em lobo… e vice versa. Simplesmente porque nós, como público, acreditamos que essas pessoas tem o papel de transmitir informações pra gente. E não de criar ou manipular notícias para que vendam mais.
Antes, quando leitora, eu acreditava em tudo. Hoje só acredito no que vejo com meus próprios olhos… e olhe lá.
A nossa cultura acostumou o povo a se interessar por aquilo que é ruim. Comparem o tempo em que uma catástrofe fica sendo falada na mídia, com o tempo em que se fala de ações humanitárias ou acontecimentos que acrescentam na nossa cultura, educação ou caráter (a não ser que tenha dinheiro envolvido). Portanto, é muito mais fácil pra um “jornalista”, vender matérias inventadas que falam sobre como eu faço coisas ruins com os outros, do que como o meu trabalho é um trabalho legal e sobre como eu trabalhei igual louca pra chegar onde cheguei. Ou das coisas que faço pelos fãs, pela minha família e pela minha equipe. E aí, tudo que eu falo ou faço é distorcido ou aumentado ao triplo para que gere mais interesse do público em acessar/comprar aquilo. E lá vai o povo ser enganado, como sempre, a troco de dinheiro. Quero deixar claro que não sou todos. Conheço jornalistas sérios e profissionais e não duvido que exista muito mais.
Esse fim de semana eu fiz show em Guarapari – ES. Bem no meio do show, como sempre faço, eu chamei pessoas no palco. Desde que eu comecei a fazer show eu chamo pessoas no palco, brinco e falo besteiras com todo o bom humor pra elas. Por que esse é meu jeito… Eu conseguia brincar e ser espontânea com as pessoas antes e ninguém nunca se importou…por que hoje eu não posso mais ?
Durante o show,( para maiores de 18 anos) chamei as pessoas no palco, alguns famosos, e meu dançarino entrou pra se apresentar… foi quando um homem bêbado começou a jogar gelo e latas nele e nos outros convidados. Os convidados saíram e o rapaz insistiu na agressão. Eu não sei levar a sério um homem bêbado que joga lata nas outras pessoas. E, como em toda a minha vida, brinquei com o menino (com o meu característico humor sarcástico que as pessoas que me acompanham sabem que tenho) até tirarem ele do local. No final do vídeo ainda brinquei com o público dizendo pra não falarem mal de mim na internet por eu ter falado palavrão, por que eu estava brincando, e pedi senso de humor da galera. Tanto foi que ninguém quis me matar de indignação no dia do show, acharam graça.
Mas pronto, foi o suficiente pro site: perseguimosartistas.com.br cortar o vídeo, até deixa-lo só com a parte onde eu tiro sarro do homem que jogou latinhas no palco, colocar uma legenda e complementar às outras 50 matérias sobre como eu sou uma bruxa. E desencadear uma série de pessoas em cima de mim me criticando por que eu falei “isso é côdipobre” pro menino. Gente, por que todo mundo se leva tão a sério?! Vocês acham mesmo que se eu desdenhasse de pobre eu falaria “côdipobre” ? Acham que eu moro onde ? Que minha mãe mora aonde ? Que minha familia é de onde? Na noite antes de estar dormindo em Las Vegas pra gravar clipe eu dormi num quarto com uma droga de uma goteira bem do meu ladinho. Nas minhas folgas eu volto lá pra essa mesma casa com goteiras que minha mãe adora e fico lá sem nem ligar. Eu não ligo pra essas coisas, e por isso mesmo eu não tenho problema nenhum em tirar sarro delas. Eu achava engraçada a goteira do meu antigo quarto, acho até hoje. Eu AMO tirar sarro de mim mesma. Ou vocês acham mesmo que me irritei com minha dancarina por ela falar do peido no Faustão? Eu achei engraçado demais, há anos eu duvido dela, que ela falaria a palavra peido na tv ( e ela trocou por “Pum”, ninguém fala “Pum”, rs). Tenho o mesmo carro de sei lá quanto tempo atrás, moro no mesmo lugar. E não tô nem aí pra ter os mais lindos e mais caros, nao tô afim. Tem gente rica que nem fala a palavra pobre que é pra não dar problema, mas por dentro tá ali se roendo. Mas aí o povo ama. O dia que eu tiver que travar minha sinceridade, meu bom humor ou quem sou eu de verdade pra não me causar problema eu vou me sentir a mentira em forma de gente. Tudo isso por que agrada mais. Mas o que agrada as pessoas ? Eu não sei. Você não pode usar roupa barata, que falam que voce é pão dura, não pode usar cara que falam que você tá deslumbrada. Se eu continuo como eu era “aí não muda nada”… Se eu mudo “aí gostava quando era autêntica”.
Por que vocês acham que existem artistas que piram? Parece que a mídia inventa e fala essas coisas dos famosos pra eles pirarem de ver tanta gente falando coisas deles sem saber a realidade das coisas e aí com a piração deles conseguem vender mais notícias. Por que piração de famoso da audiência. Não entendo. Ou pior, eu entendo.
Diário do Centro do Mundo