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domingo, 19 de janeiro de 2014

Ninfomaníaca – Vol. I (2013): o primeiro lado da saga sexual de Lars von Trier

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Polêmica demais para ousadia de menos. Ainda assim, o cineasta elabora o início de uma história envolvente.

Diego Benevides

Desde que anunciou a realização de “Ninfomaníaca”, o dinamarquês Lars von Trier construiu um pequeno monstro, aliado a um poderoso marketing que especulava uma nova abordagem sexual de essência cult nas telonas. Com o seu intelecto cada filme mais aflorado e sua capacidade de sempre provocar, o cineasta não faz do longa uma revolução sexual porque sabe que isso está ultrapassado.

Sexo é comum, gostoso e faz parte da vida das pessoas. É um assunto que não deveria mais chocar ninguém, se abordado com naturalidade. Enquanto meio mundo polemizava a suposta pornografia que estaria no filme, Trier decidiu amenizar o seu olhar e apenas relatar com crueza a vida de uma ninfomaníaca em uma película que por acaso traz sexo explícito, mas que nem sempre dá tesão em quem assiste.

A despeito de ser contraditório analisar a metade de um filme, considerando que “Ninfomaníaca – Vol. II” estreia nos próximos meses, a sensação que fica é de coito interrompido. De toda forma, vamos ao que interessa nesta primeira parte da saga sexual de Trier. Na trama, Seligman (Stellan Skarsgard) encontra Joe (Charlotte Gainsbourg) ferida e desmaiada na rua. Ao recusar atendimento de uma ambulância ou da polícia, ele a leva para casa e pede explicações sobre o ocorrido. Joe afirma que precisa contar uma longa história de cunho moral para que ele entenda. A partir daí, a vida da mulher é desmembrada, quase em regime de tribunal ou de terapia, desde a juventude até seus 20 e poucos anos.

A estrutura narrativa escolhida por Trier é mais convencional do que em vários de seus filmes anteriores, ainda que se divida, mais uma vez, em capítulos (cinco nesta primeira parte). Enquanto a Joe de Gainsbourg narra detalhes sórdidos de como descobriu a sexualidade e a elevou ao patamar de vício ou doença, acompanhamos flashbacks explicativos (até demais) de outros períodos da vida da mulher. Para ela, os homens são meras peças de entretenimento e satisfação. O único que ela relaciona-se sentimentalmente é o pai, vivido por Christian Slater. Até mesmo Jerôme (Shia LaBeouf), que poderia ser considerado uma grande paixão, ganha ares de perversão, caça e conquista.

Em cada fase da vida de Joe, o público acompanha suas experiências sexuais e seu olhar diferenciado sobre o próprio corpo e sobre os companheiros. Chega a ser infantil a forma como ela seleciona, entre seus inúmeros parceiros, quem ainda a interessa ou não. São poucos os momentos de vulnerabilidade da personagem, mas essenciais para transformá-la em uma pessoa palpável, o que justifica a não espetacularização do sexo. Aliás, muitos pênis, vaginas, bundas e coitos podem ser vistos no decorrer da projeção, mas nada tão agressivo quanto disseram por aí. Não existem as intermináveis sequências de “Azul é a Cor Mais Quente” ou o excessivo voyeurismo de “Um Estranho no Lago”. Existe a natureza do sexo.

Nessa primeira parte, Charlotte Gainsbourg e Stellan Skarsgard se entregam ao disparate, sempre bem sustentados pelo roteiro de Trier, que peca apenas pelo excesso de metáforas. Mesmo que o recurso seja recorrente em sua filmografia, em “Ninfomaníaca – Vol. I” parece tão didático que perde a naturalidade diversas vezes. Acompanhar um capítulo inteiro analisando um paralelo do sexo com a pesca chega a ser cansativo. Por outro lado, a metáfora de Bach cai como uma luva para toda a trama, em um dos momentos mais inspirados do script.

Se os primeiros minutos trazem certa irregularidade, o longa ganha mais força a partir do terceiro capítulo, quando conhecemos a Sra. H interpretada por Uma Thurman. A trama finalmente engrena. Trier concede a Thurman um pouco de seu humor ácido para construir uma cena tragicômica, explorando o potencial da atriz. É interessante notar que enquanto a Sra. H surta, os demais personagens assistem passivos, sem negar a razão e sem confrontá-la. A sequência é impagável por atingir diretamente a moral não apenas dos personagens, mas do público.

Destaque também para a estreante Stacy Martin, que interpreta a Jovem Joe. Ao entregar inteiramente o corpo e a mente, Martin carrega sozinha esse primeiro filme. Ela não desperdiça o espaço que tem para brilhar e a interação com Jerôme, papel de LaBeouf, é sempre avassaladora, do primeiro ao último contato sexual. Por sinal, é muito bom ver que um diretor do nível de Trier pode visitar nuances desconhecidas de LaBeouf, que está bastante correto no papel.

Sobre a entrega (ou seria a necessidade?) de atores profissionais se submeterem ao sexo real, não deveria existir megalomania nisso. Não existe mau gosto em assistir a um coito de verdade ou parcialmente simulado, principalmente porque ninguém em cena está aparentemente desconfortável. Sabendo que o puritanismo do olhar ainda limita a apreensão do público, Trier tem cautela e evita excessos. Talvez por isso o filme pode frustrar quem esperava uma trama altamente sexual e exibicionista. Não acontece.

“Ninfomaníaca – Vol. I” acaba sofrendo duas vezes: por ser dividido e por não ser exatamente aquilo que se esperava. Mas é relativo. Continua sendo uma história típica de Lars von Trier, o que requer respeito e disponibilidade para consumi-la. É preciso ver o resto do filme para ter uma maior compreensão do que ele realmente quis contar. Vontade não vai faltar.

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Diego Benevides é editor-executivo, crítico e colunista do CCR. Jornalista graduado pela Universidade de Fortaleza (Unifor), é pós-graduando em Cinema e Linguagem Audiovisual, especialista em Assessoria de Comunicação, pesquisador em Audiovisual e educador na linha de Artes Visuais e Cinema. Desde 2006 integra a equipe do portal, onde aprendeu a gostar de tudo um pouco. A desgostar também.

Cinema com Rapadura

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ninfomania: histórias de mulheres que mostram quando o sexo vira doença

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Transar sem parar. Pensar só naquilo. e recomeçar, até chegar ao orgasmo e ao desespero. essa é a saga de "Ninfomaníaca", o novo filme de Lars Von Trier, que estreia nesta sexta (10) no Brasil. para investigar a patologia que paira entre o prazer e a agonia, Marie Claire ouviu especialistas e colheu depoimentos exclusivos (e atordoantes) de quem vive o problema no dia a dia


O elenco do filme Ninfomaníaca simula o êxtase nos cartazes (Foto: Divulgação)
Duas garotas bonitas embarcam num trem noturno, vestindo, em suas próprias palavras, “roupas para foder”. A intenção das amigas é justamente essa: transar, transar, transar. Não importa com quem ou onde. Valem até os banheiros sujos dos vagões. Quem colecionar mais “presas” ganha uma aposta. O prêmio, uma inocente caixa de chocolates, é só um pretexto para dar vazão ao que realmente importa para elas: alimentar um ímpeto sexual descomunal. A overdose de sexo termina quando uma delas invade a cabine de um passageiro e, com uma delicadeza perversa, faz sexo oral no homem, engolindo todo seu esperma. A vitoriosa é Joe, protagonista de "Ninfomaníaca", vivida pela modelo Stacy Martin na juventude e por Charlotte Gainsbourg na fase adulta. No esperado filme do polêmico diretor Lars Von Trier, que estreia nesta sexta (10), além de transar com Deus e o mundo, Joe consegue combinar o figurino de periguete com semblante inocente e uma voz suave, que anuncia o tom ambíguo da história.
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Uma outra ambiguidade acomete as mulheres que sofrem dessa doença psiquiátrica na vida real: em nossa sociedade hipersexualizada, o termo “ninfomaníaca” é um grande elogio. Ele é associado a uma mulher liberada e sexy, que conquista o homem que quer e é capaz de proporcionar, para ele e para ela, os orgasmos mais intensos e inesquecíveis. Só que esse tipo de sedutora, que exercita sua curiosidade e liberdade sexual, para de transar quando quiser. A ninfomaníaca de verdade, não. O perfil da compulsiva sexual é tão angustiante quanto o de uma viciada em drogas ou comida: ela não tem controle. Isso significa que não consegue parar de transar ou de pensarem sexo mesmo que queira. O termo que melhor define a diferença entre esses dois mundos é sofrimento. “Avaliar o grau de dor e prejuízo que o comportamento acarreta é fundamental para o diagnóstico”, diz o psiquiatra Marco Scanavino, “já que uma mulher pode adorar sexo e ter vários parceiros sem que isso seja um problema”. Embora existam estudos americanos recentes definindo como “hiperativa” a mulher que tem nove ou mais parceiros em três meses, nem toda hiperatividade é patológica. Daí a dificuldade de se diagnosticar uma ninfomaníaca.
Segundo Scanavino, que é coordenador do Ambulatório de Impulso Sexual Excessivo (ligado ao Hospital das Clínicas de São Paulo), o transtorno se configura quando, em função de suas fantasias ou práticas sexuais, a mulher prejudica a saúde, contrai DSTs, perde a concentração e deteriora suas relações, isolando-se da família e dos amigos, de quem esconde suas atividades. Scanavino diz que às vezes as pacientes usam o sexo para aliviar sintomas de depressão ou ansiedade, e podem sofrer como outras compulsões, como álcool, drogas ou comida. Há tratamento psiquiátrico para as ninfomaníacas, mas ele não é simples. Costuma combinar medicamentos com psicoterapia. Mas, diferentemente do que acontece no caso de álcool e drogas, onde o objetivo é abstinência total, no caso dos dependentes de sexo (ou de comida), a meta é retomar o autocontrole. Daí as chances muito maiores de recaídas.
O termo “ninfomania”, alusivo às ninfas gregas, refere-se exclusivamente à compulsão sexual feminina (para os homens, o termo é “satiríase”, de sátiros). Essa nomenclatura, entretanto, caiu em desuso entre os médicos: hoje os manuais de psiquiatria chamam o transtorno de Apetite Sexual Excessivo ou Impulso Sexual Excessivo – que pode acometer ambos os gêneros, mas é muito mais comum na ala masculina. A proporção de pessoas que buscam tratamento é de 8 homens para cada mulher, de acordo com Scanavino. No cinema, o filme Shame (2011) abordou a compulsão do homem. Lars Von Trier preferiu focar na mulher, colocando Joe sob camadas de poesia e pecado, fazendo-a penetrar na floresta da infância e confessar:

“Eu me rebelo contra o amor,” diz a personagem.
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LUXÚRIA E AMOR

“A maior dificuldade das ninfas é conseguir articular sexo, desejo e amor de uma forma que não seja compulsiva", afirma o psicanalista Christian Dunker, professor do Departamento de Psicologia da USP e autor de O Cálculo Neurótico do Gozo. “Há mulheres que buscam o sexo para diminuir a angústia e preencher um vazio, outras se entregam à compulsão, achando que assim eliminarão a dependência causada pelo amor”. O medo de intimidade e de estabelecer vínculos é quase um clichê atual, mas entre as ninfomaníacas, é levado às últimas consequências. “O transtorno revela um lado sombrio do sexo, que passa a funcionar como uma droga”, diz a Dra. Carmita Abdo, psiquiatra especialista em medicina sexual e coordenadora do Prosex, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O desgaste é enorme, pois a mulher não investe tempo e energia apenas no sexo em si, mas em tudo que o envolve, como a busca de parceiros e pensamentos obsessivos”. Na “fissura”, muitas correm o risco de se degradar fisicamente. Foi o que aconteceu com Lúcia* (leia depoimento abaixo) que chegou a se prostituir para dar vazão à libido.
No dia seguinte, não há aquela sensação agradável e de intimidade que costumamos ter após uma noite incrível de sexo. A ressaca pós-coito traz culpa, repugnância, vergonha, tédio. Por muitas vezes, inclusive, a ninfomaníaca não chega ao orgasmo. Sandra* só foi ter seu primeiro êxtase aos 41 anos, embora tenha sido compulsiva desde a adolescência. “Algumas pessoas até têm condições de desfrutar do sexo e sentir prazer, mas, mesmo assim, continuam buscando preencher uma necessidade emocional não satisfeita”, afirma a Dra. Vera Regina Fonseca, psiquiatra, psicanalista e Diretora Científica da SBPSP (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo). “A principal diferença entre ter um desejo sexual forte, como o de uma paixão, e sofrer de uma obsessão, é a incapacidade de construir ligações afetivas reais com o parceiro a partir da experiência na cama”, diz ela.
Como outros transtornos psíquicos, as causas têm a ver com predisposição genética, no caso de pacientes que têm familiares que sofrem algum tipo de compulsão; e condições ambientais desfavoráveis, como as pessoas que tiveram relações muito complicadas na família ou na escola. O exemplo mais gritante é o abuso sexual na infância, mas não existem regras de causa e efeito, pois há pessoas que sofreram violência e não são compulsivas e vice-versa. “O fundamental”, diz Dunker, “é entender as motivações da mulher ao fazer sexo”. Ela é movida por curiosidade ou ressentimento? Anestesiou seus afetos? Para Dunker, “o imperativo de gozar a qualquer preço é a nova modalidade do mal-estar contemporâneo e pode dar origem a um sofrimento profundo”. Os depoimentos desta reportagem mostram até onde a compulsão pode chegar.
CENA DO FILME "NINFOMANÍACA", QUE ESTREIA NESTA SEXTA (10) (Foto: Divulgação)
“NA FISSURA, VIREI GAROTA DE PROGRAMA”
Lucia * , 24 anos, vendedora de sex shop
Aos oito anos, descobri onde meu tio guardava seus filmes pornôs. Via escondida e ficava fissurada nas cenas. Sentia muito tesão e me tocava, mas tinha vergonha daquilo. Meus pais acabaram flagrando minhas masturbações, mas sempre foram pessoas simples. Devem ter achado que passaria com o tempo. Na adolescência, passei a temer que os caras não quisessem nada comigo, porque sempre fui gordinha.
Um dia, meu primo estava em casa e falei que queria fazer sexo oral nele. Tínhamos 15 anos. Gostei e fiz o mesmo com o colégio inteiro. Fiquei mal falada, as amigas se afastaram. Comecei a praticar sexo anal nessa época, mas demorou para perder a virgindade propriamente dita – talvez por medo de engravidar... Rolou aos 19 anos com um cara que conheci na balada, doeu, foi horrível. Como diziam que ficaria prazeroso com o tempo, procurei outros e outros e outros.
Um dia, me vi sem controle, transando com qualquer um. Meu recorde foram seis caras diferentes em 24 horas. Nem sempre eu gozava, mas tinha prazer em dar prazer. Minha mãe percebeu: ainda morava com ela e muitos caras batiam na minha porta. Às vezes eu transava no carro na frente de casa. Foi ela quem me convenceu a ir a uma psicóloga. Após algumas sessões, abandonei. Não queria ouvir que era doente porque isso poderia bloquear o meu prazer. Por indicação dessa psicóloga, aos 20 anos cheguei a visitar um grupo de mulheres viciadas em sexo e me identifiquei com os depoimentos.
Vi que tinha algum problema, mas como eu não achava que sofria tanto como elas, desisti de novo. Naquela época, tinha me formado no Ensino Médio e queria ganhar meu dinheiro. Inventei para a minha mãe que tinha arrumado um emprego com eventos e ia toda noite para a boate, onde tirava até R$2,5 mil por mês como garota de programa. Achava que seria fácil pra mim, mas não durou cinco meses, porque não podia escolher os clientes, tinha que transar com velhos e fedidos. E olha que não tenho pudores. Já transei com mulheres, com três caras ao mesmo tempo, participei de swings. Sou viciada, não consigo ficar dois dias sem sexo.
Adoro ser encoxada no ônibus. Nas baladas, acabo fazendo sexo no banheiro ou na rua – gosto de ser vista. Já transei várias vezes sem camisinha com estranhos. Peguei doenças, mas nunca engravidei. Nada me impede de continuar. Há um ano trabalho como vendedora numa sex shop e, apesar do risco de ser demitida, cheguei a fechar a loja para fazer sexo com um cliente. Além dos desconhecidos, tenho uns dez P.A.s (‘pintos-amigos’), só ligo quando quero transar e vice-versa. É assim, sem jantar nem cinema. Não tenho paciência quando o cara fica meloso. Nunca tive namorado, só me apaixonei uma vez. O sexo era ótimo, mas acho impossível ser monogâmica. Além disso, não confio em homem. Sei que nenhum vai ficar só comigo. Desde criança, eu sabia que meu pai traía minha mãe e odiava isso. Eles se separaram há três anos. Por que deveria abrir mão da vida que levo e parar de transar? Eu só deprimo na TPM: fico chorando no quarto, não quero transar. Tomo muitos banhos, me sinto suja e culpada. Mas logo passa.Não penso em me tratar, mas tenho vontade de fazer uma faculdade de psicologia e me especializar em sexologia”.

Marie Claire

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

'Ninfomaníaca' é um debate aberto sobre sexo

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Jonatan Silva

Divulgação

Mesmo com cortes, longa deve chocar boa parte do público.
Nem bem o público e a crítica tinham engolido a sua “piada” sobre Hitler em Cannes, o diretor dinamarquês Lars von Trier anunciou: “meu próximo filme vai ser um pornô”. E ele não estava brincando. Encerrando a tríade que tem sido chamada de “trilogia da depressão”, Ninfomaníaca tem chamado a atenção simplesmente pelo título, que não é só uma metáfora, mas a descrição certeira do que é o novo longa do polêmico cineasta europeu.
Contando a história de Joe, uma mulher viciada em sexo, o filme é, na verdade, um manifesto sobre a presença da doença na sociedade e como o sexo ainda é um tabu – mesmo passadas várias décadas da revolução sexual e a exposição desenfreada nas livrarias de uma literatura (dita) erótica. A personagem, que na adolescência é encarnada pela jovem Stacy Martin e na maturidade pela atriz-fetiche de von Trier, Charlotte Gainsbourg, descobre a sua sexualidade muito cedo, aos dois anos, e passa a encará-la como algo normal.
Mesmo com as cenas do intercurso sexual sendo mostradas livremente, algo que o diretor já fez em Os Idiotas(1998) e O Anticristo (2009), Ninfomaníaca não pode ser considerado um filme pornô, em si, já que o debate sobre sexo é um pano de fundo para mostrar a crise de identidade de Joe, que na juventude chegou a apostar com uma amiga uma verdade “corrida do ouro” dentro de um trem. Nesse momento, ela percebe que o sexo nada mais é que convenção social e não é merecedor de todo o puritanismo exigido pela família, escola e igreja.
Épico
Com mais de cinco horas de duração, o filme precisou ser dividido em duas partes para ser aceito nos cinemas comerciais. Após essa ruptura, que não chega a prejudicar o andamento de Ninfomaníaca, von Trier, que é dono da produtora que banca o projeto, viu seu trabalho receber alguns cortes das cenas mais fortes de sexo – embora, seja  impossível dizer que o filme ficou “aceitável” para o público médio do cinema, acostumado com produções como Até que a sorte nos separe, A Vida secreta de Walter Mity (a maior bomba do cinema, em 2013, depois de O Cavaleiro solitário).

Obviamente, toda a polêmica sobre o filme e uma campanha de marketing extremamente eficaz fizeram com que o longa fosse uma dos mais esperados de 2014 no Brasil, porém, quem debutou no cinema de von Trier com Ninfomaníaca não deve ter entendido muito do pensamento do diretor de Melancolia (2011), como a divisão do filme em capítulos, por exemplo. Com uma fotografia impecável, o filme é a prova de que o cinema de arte não está estancado em temas abstratos e pode ser um sucesso de bilheteria.
Paraná-Online

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Chael Sonnen apanha de Sylvester Stallone e acaba nocauteado nas telas de cinema

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Lutador se envolve em discussão, leva soco e cai desacordado na cena mais marcante



Desafiante ao cinturão do peso-médio do UFC duas vezes e outra na categoria meio-pesado, comentarista e conhecido adepto do chamado ‘trash talk’, pela provocação a alguns adversários, Chael Sonnen fez uma ponta no novo filme de Sylvester Stallone, que conta também com a presença de Robert De Niro. O Falastrão participou das filmagens de Ajuste de Contas, que estreia nesta sexta-feira no Brasil, mas o papel não foi muito feliz para o polêmico lutador.

Em uma das cenas mais marcantes do longa, Chael Sonnen se envolve em uma discussão com os protagonistas, durante evento de MMA, dá um tapa e acaba sendo nocauteado com um soco de Stallone. Os personagens principais são dois pugilistas de Pittsburg, que ficaram conhecidos pela rivalidade. Sylvester Stallone e Robert De Niro aceitam retornar aos ringues, 30 anos depois da aposentadoria. Eles aceitam oferta para voltar à ativa em uma espécie de acerto de contas.


Assista ao nocaute de Stallone em Sonnen





Superesportes

terça-feira, 1 de outubro de 2013

De Hitler aos Hippies: a Kombi no cinema em dez filmes

by
Wilson Roberto Vieira Ferreira



A Volkswagen anunciou o encerramento da produção da Kombi no Brasil, o último país que ainda produzia esse veículo. Junto com o fusca, a Kombi transformou-se em um arquétipo moderno e o significante cultural de uma constelação de conceitos que vão da esfera política às noções espirituais de jornada e liberdade. A presença da Kombi no cinema vai refletir esse imaginário irônico onde, apesar de nascido de um projeto nacionalista de Hitler e depois sintonizado com o lazer e o consumo individualista de pós-guerra, transformou-se em ícone da contracultura e representante de um estilo de vida antimaterialista e solidário. Abaixo, uma lista de dez filmes onde a Kombi é um personagem cinematográfico com seus múltiplos simbolismos.


Ao lado do fusca, foi o veículo que fez parte do imaginário de uma geração. A Kombi (abreviação da expressão alemã “kombinationsfahrzeug” – traduzindo, “van cargo-passageiro”), nos EUA chamada de VW Bus, acabou tornando-se mais do que um veículo de transporte: deu colorido e ressonância à cultura moderna, transformando-se em um arquétipo cultural, significante de uma constelação de conceitos que vai da esfera política (contracultura e a ética anticonsumista) à espiritual (viagem e liberdade).


O Brasil era o único país que ainda produzia esse veículo. Mas, segundo a Volkswagen, a produção será encerrada dia 31 de dezembro desse ano com a produção de uma última série limitada e comemorativa unindo todas as características de design das várias versões da Kombi nesses 63 anos.



Desde o início a Kombi esteve intimamente ligada ao campo do imaginário. O veículo foi um derivado do fusca desenhado por Ferdinand Porsche na década de 1930 e que se encaixou na política nacionalista e populista de Hitler em produzir o “carro do povo”. O “Transporter” ou “Type 2” surge em 1947, com design baseado em caminhões onde a forma e a utilidade se sobrepunham ao conforto e luxo.


Do lazer de classe média à contracultura


A Kombi entra nos EUA visto como um veículo dotado de estranho design: uma espécie de caixa arredondada (contrastando com os enormes carros potentes e luxuosos de uma América consumista e vitoriosa) e com um motor simples refrigerado a ar. Ideologicamente, a Kombi atendeu a uma atmosfera coletiva de pós-guerra onde os cidadãos afastavam-se da política e da esfera pública para se concentrar na esfera privada e individualista do consumo e do lazer.



Como veículo barato e de fácil manutenção (qualquer problema mecânico era resolvido “no tranco”) tornou-se o primeiro utilitário para a nova classe média viajar para o campo, praia ou montanha. A publicidade dos anos 1950 destacava tudo isso, mas, principalmente, a sua atitude e distinção em relação aos outros carros. Ficou famosa a foto de um imenso estacionamento de shopping repleto de carros parecidos com a Kombi destacando-se imponente entre eles - veja foto ao lado.


O veículo logo chamou a atenção de jovens pertencentes a uma cultura boêmia e nômade dos anos 1950 dos círculos de Nova York e São Francisco: osbeatniks – ou “geração beat” cujo símbolo máximo foi o escritor Jack Kerouac e seu livro “On The Road” que subscreve um estilo de vida antimaterialista e solidário.


Eles já haviam subvertidos dois elementos do estilo de vida da classe média: at-shirt e a calça “rancheiro”. A primeira, de underware os jovens começam a usar como roupa social; e a segunda de roupa símbolo de status por ser usada por “rancheiros” (proprietários de casas de campo ou pequenas fazendas) passa a ser usada como símbolo de rebeldia ao ser usada sem vinco e propositalmente surrada e desbotada.



A Kombi torna-se também símbolo dessa rebeldia ironicamente subvertendo os próprios conceitos publicitários: o veículo barato, com atitude e simples. A Kombi parecia recriar o próprio conceito de propriedade, uma espécie de “do it yourself”, “faça você mesmo” que os punks e a geração X posterior retomariam mais tarde: qualquer um podia consertar um motor VW. E a procura de peças em qualquer loja reforçava esse espírito comunitário que se contrapunha à ética individualista das prestadoras de serviço das companhias de seguro e de auxílio mecânico – veja BURNETT, David. “From Hitler to Hippies: The Volkswagen Bus in America”, Thesis Master of Arts, University of Texas at Austin, 2002 – clique aqui e leia o texto.


Kombi: uma roadtrip espiritual


“On The Road” de Kerouac elegia a estrada como significante de uma busca espiritual. Nos anos 1960, músicas como “Magic Bus” do The Who e filmes como “Magical Mistery Tour” com The Beatles e “Easy Rider” com Peter Fonda e Denis Hooper ressoam na cultura pop a roadtrip como uma jornada espiritual de transformação espiritual. Seja em um ônibus (transporte solidário e coletivo) ou motocicleta (sempre em grupos), a viagem será tanto geográfica como mental por meio das drogas lisérgicas experimentadas no caminho.


E qual o companheiro mais confiável que dá um sentido de atitude e independência? A Kombi, que se transforma no ícone mais acabado da contracultura seja beatnik ou hippie.


Nessa lista de 10 filmes, percebemos três estratégias da indústria do entretenimento para estereotipar, neutralizar ou simplesmente expiar esse arquétipo de liberdade em que se transformou esse fascinante veículo: como um clichê nostálgico de uma época que morreu, como veículo de vilões estrangeiros hollywoodianos ou como insincera e oportunista estratégia de marketing corporativo da Volkswagen em, por exemplo, reeditar os velhos designs como o New Beetle ou oMicrobus.


A Kombi no cinema em dez filmes:



1. Kombi Nation (2003)
Filme neozelandês independente em estilo reality show onde três jovens saem em uma viagem em uma Kombi através da Europa com uma equipe de TV, como uma espécie de rito de passagem. Ecos distantes da mística conexão do passado entre a Kombi e a viagem como jornada espiritual. Aqui, reduzida a um “American Pie” motorizado.


2. The Bus Movie (2012)
Um precioso documentário de Damon Ristau sobre a história do “VW Bus” e a sua ressonância na cultura pop, Publicidade, rock e literatura. Ristau explora a história do VW, a partir de volta ao seu local de nascimento no pós-Segunda Guerra Mundial na Alemanha, levando o espectador a um passeio ao coração de Woodstock e do movimento contracultural. Vai à estrada e entrevista os proprietários do VW Bus de todo o mundo. Ristau pinta uma imagem mais clara de por que a "hippie van" tornou-se o símbolo internacional de liberdade, amor, aventura e amizade.



THE BUS MOVIE - A feature documentary from Firewater Film Company on Vimeo.
3. Carros (2006)

Nessa animação da Pixar/Disney temos o clássico estereótipo através de uma Kombi Hippie chamada Fillmore – referência à mítica “The Fillmore Auditorium” em São Francisco onde abrigava os shows das maiores bandas de rock dos anos 1960. Fillmore pertence a um grupo de outros antigos carros que moram em uma cidadezinha perdida no tempo na Rota 66 - referência à mítica estrada da geração beat. Vivem das reminiscências das glórias do passado. Olhar condescendente e piedoso da indústria cultural corporativa vitoriosa para os derrotados. Mas eles têm bons valores a ensinar ao protagonista Relâmpago McQueen... que o importante é competir e não vencer... ironicamente, uma mensagem em um vitorioso blockbuster!


4. De Volta Para o Futuro (1985)

Ignorando a mensagem de paz e amor que as Kombis hippie deixaram, terroristas libaneses usam o veículo em uma sequência onde armados com pesadas metralhadoras tentam roubar de Doc e Marty o precioso plutônio que necessitam para fabricarem armas de destruição em massa. Aqui Hollywood põe a Kombi nas mãos de RAVs (Russos, Árabes e Vilões em geral). Claro, porque a Kombi também é um carro estrangeiro... E não devemos esquecer que o filme foi realizado no meio da era conservadora Reagan onde todo simbolismo “democrata” deveria ser expiado.


5. Ronin (1998)
Uma Kombi verde modelo militarizado está nas mãos de gangsters russos. Como a maioria dos filmes de ação norte-americanos, um carro estrangeiro só pode estar nas mãos dos RAVs.


6. Pequena Miss Sunshine (2006)

Claro que não podíamos esquecer da Kombi amarela desse filme onde uma família de losers desajeitados e pouco adaptados ao estilo de vida norte-americano cruzam os EUA para levar sua pequena filha às finais de um concurso de beleza. O mérito do filme é desenvolver dois simbolismos associados à Kombi: a roadtripespiritual e o forte princípio de independência do veículo – como sempre ele quebra, para em seguida toda a família empurrá-lo e o motor pegar “no tranco”. A associação da simplicidade mecânica da Kombi com autonomia e liberdade.


7. I Am Kombi (2012)
Um curioso contraponto francês da visão cinematográfica da Kombi vista pelos olhos da diretora Claudia Marschal. Uma perdida e confusa Kombi decide fazer uma viagem ao redor do mundo em busca de sua verdadeira identidade. Visto através dos olhos de vários proprietários, a Kombi se depara com alguns fatos cativantes que ilustram revelações surpreendentes sobre sua reputação no passado e presente. Através de uma onipresente narração em of, somos levados a uma aventura informativa que é ao mesmo tempo divertida e misteriosa.


i am Kombi - teaser V0 from claudia marschal on Vimeo.

8. Lost (TV série – 2004-2010)

A misteriosa Iniciativa Dharma, projeto científico de pesquisa com objetivos obscuros na cultuada série de TV Lost, era formada claramente por geeks hippies que desenvolveram algum experimento relacionado à manipulação do tempo/espaço. Qual o veículo de transporte dessa Iniciativa? Uma Kombi. Veículo perfeito para um misterioso experimento que mistura ciência com misticismo, a começar pelo nome da instituição.


9. VW Bus Tour: Americana Bohemia (2009)

Um rockmentary e mais um exemplar deroadtrip. A redescoberta da América em uma Kombi. Um jovem recém-formado decide se mudar de Ohio para a Califórnia viajando de bicicleta. No meio do caminho publica um livro independente sobre sua aventura, lança um DVD com a trilha musical da viagem e continua a jornada em uma Kombi vermelha 1970. Um filme autorreferencial que tenta buscar a América profunda em uma mistura de estilos grunge e hippie.


10. Bran Nue Dae (2009)

Musical que conta a história de um jovem no final dos anos 1960 que tenta manter-se moralmente puro no Outback australiano em meio à música selvagem e mulheres à solta. Mas perde-se nos bares locais e acaba sendo colocado à força pela mãe em uma conservadora escola católica, da qual fugirá e encontrará hippies que se oferecem para levá-lo numa Kombi através das lindas paisagens desérticas. Mais uma roadtrip que associa a Kombi à jornada de liberdade e amadurecimeto espiritual.


Cinema Secreto: Cinegnose

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Conheça as dez maiores conspirações no cinema

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Estariam as estrelas de Hollywood sendo assassinadas em série por um sinistro grupo oculto? Alguns filmes foram de fato amaldiçoados por forças malignas de outro mundo? Ou trazem mensagens cifradas sobre comandos de controle da mente ou desafios diretos ao Illuminatis? Kubrick teria dirigido o filme “O Iluminado” para espalhar pistas sobre o falso pouso da Apolo 11 na Lua que ele próprio teria ajudado a produzir? Esse é o estranho mundo das mais bem elaboradas e paranoicas teorias da conspiração envolvendo o cinema. Para seus autores, ir ao cinema é uma perigosa aventura onde o espectador desatento poderá ser programado por mensagens ocultas. Por que tantas conspirações cinemáticas? Talvez porque um produto cultural que atinge tão diretamente nossos corações e mentes seja, afinal, produzido por uma indústria de entretenimento anônima e corporativa.





10. A conspiração dos “Hollywood Star Whackers”


Os Hollywood Star Whackers são perigosos assassinos que estão agindo no centro da indústria do cinema norte-americano. Pelo menos é o que afirma o ator vencedor do Globo de Ouro Randy Quaid e sua mulher Evi. Quaid afirma que os Whackers assassinaram Michael Jackson, David Carradine, Heath Ledger e Chris Penn. E eles ainda teriam na mira Mel Gibson e Robert Blake. Em seguida viriam Britney Spears e Lindsay Lohan. E os Quaids seriam os próximos. Os produtores de Hollywood estariam cansados de pagar somas exorbitantes a seus atores e, então, teriam contratados os Whackers para remover os VIPs. Assim, eles ficariam incógnitos e não teriam mais que desembolsar milhões de dólares.


O buraco mais perceptível nessa teoria da conspiração é que Randy Quaid nunca foi o que poderia se chamar de “estrela”. Além disso, segundo o procurador do distrito de Santa Bárbara na Califórnia, essa história seria uma invenção de Quaid para escapar de graves encargos legais: os Quaids foram presos várias vezes por roubos, invasão de domicílio e danos materiais. Para evitar as cobranças legais, os Quaids partiram para o Canadá alegando fugirem dos Whackers. Nesse momento, os Quaids enfrentam problemas no pedido de estadia permanente no Canadá, provavelmente porque este país não deseja lidar com sua loucura... ou se meter com os “Hollywood Star Whackers”.


9 – A conspiração da “Bruxa de Blair”


Em 1999, o filme A Bruxa de Blair tornou-se uma sensação de bilheteria de milhões de dólares. Grande parte deste sucesso devido a um esquema de marketing inteligente centrado em torno de um site, blairwitch.com.


A premissa do site (e do filme) foi que em 1994 três estudantes de cinema desapareceram na floresta perto Burkitsville, Maryland, enquanto filmavam um documentário sobre a lenda local da Bruxa de Blair. Supostamente a Bruxa de Blair era Elly Kedward, uma mulher que havia sido acusada de bruxaria e assassinato de crianças por volta de 1785 e que tinha sido banida da cidade, deixada para morrer de frio na floresta. Muitos acreditavam que seu espírito ainda assombrava a área.


Visitantes blairwitch.com poderiam ver informações históricas detalhadas sobre a lenda da Bruxa de Blair, incluindo fotografias antigas, relatórios policiais, cartas e entrevistas com funcionários. Era tudo tão convincente que muitas pessoas foram enganadas em acreditar que Elly Kedward foi uma figura histórica real, e que realmente havia uma lenda de uma bruxa de Blair.


Por muito tempo grupos de jovens fizeram expedições a essa localidade de Maryland em busca de vestígios do grupo desaparecido. Para eles, o próprio filme teria sido parte de uma conspiração de Hollywood para encobrir a verdade.


O site revolucionou marketing na internet. Os estúdios de cinema começaram a produzir sites hoax para acompanhar seus filmes, na esperança de gerar o mesmo tipo de lenda urbana que a Bruxa de Blair. Mas nenhum desses esforços ainda se equipara ao sucesso de BlairWitch.com.


8 – A maldição de “O Exorcista”


Aqui não temos uma conspiração da elite de Hollywood, mas uma conspiração de forças das trevas! “O Exorcista” (1973) é um dos mais famosos filmes de terror de todos os tempos. O filme fez o nome da atriz Linda Blair e tem sido elogiado pela crítica por muitos anos. Muitos contos e lendas urbanas têm circulado ao longo dos anos sobre esse filme. Algumas são verdadeiras.


Houve uma série de incêndios nos estúdios durante a filmagem. Num deles, a maior parte do conjunto que formava a casa do personagem McNeal incendiou e o mais bizarro é que somente o quarto da possuída Regan manteve-se intacto.


Devido à tensão reinante entre técnicos e atores nos estúdios, o diretor William Friedkim teria arrumado um padre para performar um ritual de exorcismo para todos se sentirem melhor. O padre recusou fazer um exorcismo e se limitou a abençoar a todos com porções de água benta.


Outra lenda que circula sobre o filme relata nove mortes que envolveram a equipe de produção, incluindo um bebê de um assistente de câmera, um vigia noturno e a atriz que fez o papel da mãe do padre Karras. As outras mortes aconteceram depois que o filme foi lançado.


Isso sem falar em um sério acidente que provocou uma lesão medular na atriz Ellen Burstyn. Em uma cena em que era jogada longe pela filha possuída, o equipamento empurrou-a de forma mais violenta do que o previsto. O grito de dor que o personagem dá no filme foi realmente produzido pelo acidente. Burstyn afirma que até hoje tem problemas nas costas por causa dessa cena.


7 – A Operação Clark Gable


Durante os anos 1930 e 1940, Clark Gable era o Rei de Hollywood e o principal ator da MGM (Metro Goldwin Mayer). Gable ganhou um Oscar por seu desempenho em “Aconteceu Naquela Noite” e alcançou a imortalidade em “E o Vento Levou”. No entanto, apesar de seu sucesso Gable era alcoólatra. Depois de uma noite regada a muita bebida em 1942, ele envolveu-se em um acidente ao bater seu carro em uma árvore na Sunset Boulevard.

Felizmente para Gable, representantes MGM apareceram a tempo e diante dos repórteres disseram que Gable havia sido fechado por outro carro. Ninguém acreditou neles, e as pessoas começaram a sussurrar sobre o que realmente aconteceu naquela noite. A teoria mais louca era que o bêbado Gable teria atropelado uma infeliz mulher. Obviamente, a MGM não queria que sua grande estrela fosse para a prisão por homicídio culposo. Para evitar isso, o chefe do estúdio, Louis B. Mayer, fez um acordo com um executivo da MGM de nível inferior. Se o executivo assumisse a morte da mulher, ele teria um emprego na MGM para o resto de sua vida e obteria um bom aumento. Segundo a história, o executivo ficou um ano atrás das grades, e Gable seguiu sua vida profissional na MGM.


6 – A animação “Branca de Neve” é sobre cocaína

A Walt Disney tem sido o centro de inúmeras teorias da conspiração, a maioria deles sobre mensagens subliminares de sexo para crianças. No entanto, alguns afirmam que o tio Walt também queria introduzir as crianças a outros vícios, e que tinha a intenção de que Branca de Neve e os Sete Anões se tornasse um clássico atemporal sobre a cocaína. O maior "evidência" apoiando esta teoria seriam os nomes dos personagens: “Branca de Neve” é uma gíria para cocaína, e os nomes dos anões representariam as diferentes fases do vício. Em primeiro lugar, os usuários estão felizes (Feliz), e então eles começam a espirrar(Espirro). Eventualmente, eles ficam com sono (Soneca), e, em seguida, eles vão se sentir deprimidos (Zangado) ou tímidos (Dengoso). Em seguida, os usuários vão agir como Dunga e, eventualmente, eles precisam ver um doutor (Mestre).



Não surpreendentemente, não há nenhuma prova real para apoiar estas alegações. Walt Disney nunca afirmou que usava drogas ou que incentivasse seus empregados a usar drogas recreativas. “Branca de Neve” foi lançado em 1937 e a grande droga dos anos 30 era o álcool, não cocaína.


5 – Bruce e Brandon Lee foram assassinados


Bruce Lee, o artista mais icônico na história do cinema, morreu de um edema cerebral, quando ele tinha 32 anos. Em uma triste ironia do destino, ele faleceu logo antes de seu filme “Operação Dragão” (1973) se tornar um sucesso internacional. Vinte anos mais tarde, seu filho Brandon morreu durante as filmagens de “The Crow” (1994).



Ocorreram vários incidentes na filmagem. Logo no início, um dos carpinteiros responsáveis por todo o cenário, sofreu queimaduras durante o trabalho. Um assessor de imprensa se metera em acidente de carro e parte dos cenários havia sido destruída por um trator fora de controle.


O trágico incidente de Brandon aconteceu enquanto filmava uma cena na qual era baleado. A arma era para ser carregada com festim, porém o projétil verdadeiro foi disparado em Lee e se instalou em sua espinha depois de perfurar o seu abdômen.


São fatos perfeitos para uma teoria da conspiração: pai e filho, eles eram jovens, e morreram antes dos lançamentos de seus filmes mais populares. Há duas teorias principais sobre a forma como os Lee morreram. A primeira é que a máfia chinesa matou Bruce por compartilhar segredos das artes marciais para o mundo. Após a morte de Bruce, Brandon pegou o manto de seu pai e teve que ser eliminado segundo outra teoria que envolve os “Triads”, um grupo de gangsters associados com a indústria cinematográfica chinesa. Supostamente, os Triads queria Bruce para estrelar em alguns de seus filmes. Quando Bruce virou as costas para eles, o acertaram. E porque gangsters guardam rancor, mataram Brandon também.


4 – O “Cavaleiro das Trevas” e a conspiração de Aurora e Sandy Hook

O filme “Cavaleiro das Trevas” estará para sempre ligado ao trágico tiroteio em Aurora, Colorado. No entanto, alguns teóricos da conspiração afirmam que o terceiro filme do Batman de Christopher Nolan prenunciava a fúria assassina de James Holmes, assim como os atentados na escola elementar Sandy Hook em Connecticut. Três dias depois do ataque ser cometido por Adam Lanza um teórico da conspiração intitulado “Dahboo7” enviou um vídeo para o Youtube afirmando que sinais de uma conspiração do governo estavam escondidos no filme “Cavaleiro das Trevas”. De acordo com Dahboo7, há um arranha-céu no filme que carrega uma placa que diz "Aurora". Posteriormente, o Comissário Gordon (interpretado por Gary Oldman), está olhando para um mapa de Gotham e, no canto inferior esquerdo do mapa, estão as palavras "Sandy Hook."



Segundo o site “Infowars” do jornalista norte-americano Alex Jones, “O Cavaleiro das Trevas” foi um arranjo para preparar a opinião pública para esses tiroteios. E os massacres tiveram um significado especial: foram na verdade sacrifícios rituais. Tudo se torna assustador quando o vídeo de Dahboo7 faz uma pausa para analisar a Torre Aurora. Ela está coberta por caracteres chineses, mas nenhuma cena em “O Cavaleiro das Trevas” tem lugar na China. No entanto, como outra conspiração assinala, uma torre que carrega o sinal "Aurora" aparece no trailer do filme “Operação Skyfall”, que na verdade tem cenas na China.


3 – “O Patriota” é uma mensagem para os Illuminatis


Muitas teorias cinematográficas de supostas conspirações illuminatis lidam com mensagens ocultas ou subtextos satânicos. Mas Uri Dowbenko, autor do livroHoodwinked: Watching Movies with Eyes Wide Open, tem uma interpretação muito diferente de “O Patriota” - 2000. Em vez de afirmar que épico de guerra de Roland Emmerich contém algum tipo de código maligno, ele acredita que é na verdade uma mensagem direta de Mel Gibson para os illuminatis.


“O Patriota” gira em torno de Gibson Benjamin Martin, um homem pacífico que se vê arrastado para a Revolução Americana depois que as tropas britânicas assassinam seu filho. Armado com uma espingarda e uma machadinha, Martin lança uma campanha de guerrilha contra os “casacas vermelhas”. De acordo com Dowbenko, a guerra de Martin contra o exército britânico retrata o que vai acontecer se o governo tentar desarmar o povo americano. Ele também afirma que as cenas onde vemos tropas britânicas assassinando americanos inocentes é o simbolismo de tragédias como o cerco de Waco. Evidentemente, “O Patriota” seria uma advertência, declarando que o povo americano não vai sentar-se e deixar que os Illuminati assumam.


2 – “Labirinto” é um filme sobre controle da mente


É bem sabido que entre 1953-1975 o governo americano fez diversas experimentações em controle da mente através de seu notório projeto MK-ULTRA. Então, se eles já fizeram isso uma vez, eles podem fazer isso de novo, certo? Faça uma busca com a palavra-chave “Monarch Programming”. Nomeada com o termo dado à fase após a metamorfose de uma borboleta, “Monarch Programming”é supostamente aplicado para criar escravos por meio da lavagem cerebral. Ao usar métodos de tortura extrema, agências secretas pode criar agentes adormecidos como Sirhan Sirhan – que supostamente teria assassinato o senador Robert Kennedy. Mas a tortura não é apenas física. Os teóricos da conspiração afirmam que os manipuladores usam filmes para manipular as mentes-filmes de seus escravos com filmes como “Labirinto”.


O filme é sobre uma jovem garota chamada Sarah (interpretada por Jennifer Connelly), que navega através de um labirinto perigoso para resgatar seu irmãozinho das garras de Jareth, o Rei dos Duendes (interpretado por David Bowie). De acordo com os teóricos da conspiração, o irmão sequestrado de Sarah representa a sua "persona núcleo", que é controlada pelo seu manipulador. Sua busca pelo labirinto simboliza assim a sua programação. Ao longo do caminho, Sarah passa por episódios traumáticos projetados para quebrar a sua vontade. Ela conhece a “Gang do Fogo”, um bando de monstros que querem arrancar a cabeça dela. Isto simboliza a "dissociação da realidade” em um escravo. Mais tarde, ela deve passar pelo pântano de "Fedor Eterno", um pântano fedorento que representa, obviamente, a técnica de tortura de escravos mergulhados nas fezes. Finalmente, depois de comer um pêssego encantado (que representam as drogas), ela se imagina num (Illuminati) baile de máscaras que ela só pode escapar após ruptura de um espelho, um símbolo de sua personalidade fraturada.


Depois de voltar para casa com o irmão, Sarah está triste por ter deixado no labirinto seus amigos. Ela decide que ainda precisa deles em sua vida, e então eles aparecem magicamente no quarto dela. Sarah e seus amigos dançam a noite toda, o que significa que Sarah aceitou programação da Jareth. Ela é agora um “escravo monarca” quem acabará assassinando alguém.


1 – “O Iluminado” tem pistas sobre o falso pouso da Apolo 11 na Lua


Esta é a mãe de todas as conspirações. Uma meta-conspiração. Algumas pessoas dizem que o filme de Stanley Kubrick é sobre muito mais do que apenas um cara com competências parentais ruins. Alguns afirmam que é um simbolismo sobre o Holocausto, enquanto outros dizem que Jack Torrance (Jack Nicholson) é realmente o Minotauro.

No entanto, a teoria mais louca vem da mente de Jay Weidner. De acordo com o Sr. Weidner no texto “Secrets of the Shining”,o filme contém mensagens cifradas sobre como Stanley Kubrick teria simulado os pousos na Lua do projeto Apollo da NASA. É uma teoria da conspiração sobre outra teoria da conspiração! A história diz que o governo americano pediu a Kubrick para simular os pousos na Lua Apollo 11, a fim de vencer a corrida espacial e intimidar a União Soviética. Depois de filmar Neil Armstrong caminhando na Lua em um conjunto de estúdios em Hollywood, Kubrick percebeu que havia se tornado um acessório dispensável e que agora estava em perigo. Então, para proteger a si mesmo e sua família, encheu o filme “O Iluminado” com pistas sobre a conspiração.


Por exemplo, Jack Torrance se compromete a zelar pelo Hotel Overlook durante o inverno (simbolismo da “Guerra Fria” entre EUA e URSS), assim como Kubrick concordou em ajudar a NASA durante a Guerra Fria. O filme é baseado em um romance de Stephen King. No livro de King, o infame quarto assombrado tem o número 217. No entanto, no filme o é quarto 237. Por que Kubrick mudou o número? Porque a distância da Terra à Lua é 237.000 milhas! Na verdade, a distância é realmente 238.857.


Weidner também afirma que o urso de pelúcia de Danny representaria a Rússia Soviética, e observa que Danny Torrance está usando um suéter onde se lê “Apollo 11 USA”.


Por fim, a frase "Todo o trabalho sem diversão faz de Jack um menino chato" que Jack datilografa como um sonâmbulo em sua máquina é realmente um código. A palavra “All” ("todo") seria realmente "A11", que é a abreviação de Apollo 11.


As diversas evidências encontradas por Jay Weidner no mínimo querem dizer uma coisa: ele assistiu ao filme “O Iluminado” diversas vezes.



Cinema Secreto: Cinegnose

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

11 documentários que você precisa assistir para entender o mundo hoje | WTF #25

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Existem muitos documentários ruins, mais propagandistas do que Michael Moore, e sem tantopathos e gravitas quanto ele. Em geral, são exageros conspiratórios e sensacionalistas. Estes poucos documentários que citarei aqui podem ter um viés político, e é possível arrazoar contra eles ou certos fatos que eles mencionam.
Mas, de forma geral, não são de forma alguma documentários lunáticos, como por exemplo o documentário Zeitgeist – que se trata de uma mistura “agitprop” de astrologia, teoria da conspiração, fatos distorcidos, e, principalmente, semelhante pelo menos em espírito ao velho “Protocolo dos Sábios de Sião”, o documento/propaganda antissemita que circulou na Europa no início do século XX.
São documentos importantes de questões importantes, que todo mundo que gostaria de falar sobre política, nem que seja em conversa de bar, precisaria estar ciente.

The Corporation

Documentário canadense seminal, um pouco longo, com quase duas horas e meia de duração, analisa o comportamento da “pessoidade corporativa” por meio de um conhecimento manual psiquiátrico, e as diagnostica como psicopatas.
O documentário analisa a origem histórica da noção de “pessoidade corporativa” (expressão que parece não possuir tradução definida em português), e expõe com clareza e dinamismo uma argumentação cogente e impactante com relação a esse problema.
Quando escrevi “A inútil luta com os galhos“ aqui no PapodeHomem, eu presumia que todos já haviam assistido a esse documentário. Muito me surpreendeu a surpresa de algumas pessoas quanto a argumentação central do texto – e talvez tenha faltado enfatizar naquele texto esse que esse é, talvez, o documentário mais importante dos anos 00.
Em The Corporation, não há nada do sentimentalismo e demagogia que muito frequentemente ocorrem nos documentários de esquerda de Michael Moore. É claro que possuem seu valor, mas o argumento se enfraquece com o uso do que eu consideraria “golpes baixos” (o pior deles, talvez, o assédio a um Charlton Heston senil, em Bowling for Columbine). É porque exatamente aprecio as críticas de Moore e estou totalmente de seu lado que acho que, algumas vezes, ele não é hábil e acaba soando muito como mera propaganda.
Esse definitivamente não é o caso de The Corporation.
Uma explicação para o comportamento “emotivo” de Moore ser efetivo é que a esquerda, nos EUA, é identificada com intelectualismo, com o elitismo intelectual. Assim, Moore é um pançudo com uma cara não muito esperta, que não chega a ser um caipira, mas talvez algo como um encanador.
Esse é um apelo muito inusitado para a esquerda, já que a direita coopta a visão do empreendedor prático e com esperteza das ruas, nada intelectual. Talvez venha daí algo de sua eficácia em seu país.
O mais efetivo dos documentários de Moore é Sicko, sobre falta de uma rede social de auxílio de saúde nos EUA. Este é um dos temas mais tensos por lá ainda hoje, com o Congresso de maioria republicana já tendo votado para derrubar o ObamaCare mais de 40 vezes.
Esse tema da política de saúde é muito próximo de nós aqui no Brasil, mas os problemas são tão diversos nos dois mundos que o documentário perde um pouco seu apelo para nós. O mesmo ocorre com Bowling for Columbine, já que nosso problema de violência também é diferenciado.
Capitalism, A Love StoryRoger e Eu e Fahrenheit 9/11 são também bons documentários, todos com os defeitos que apontei, de sentimentalismo excessivo, cara de propaganda e golpes baixos — e o primeiro, talvez, com uma simplificação excessiva. Ainda assim, são importantes veículos do pensamento popular atual, possuem seus bons momentos, e ninguém deve deixar de ver.

Why we fight?

“Por que lutamos?” — quem, no caso: os estadunidenses. Qual é a resposta? Porque as corporações armamentistas mandam no governo.
O documentário começa e termina com uma fala do presidente Dwight Eisenhower advertindo, nos inocentes e plenos anos de Guerra Fria (1961), que o governo corria o risco de ser tomado pela pressão das indústrias fabricantes de armamento. Você pensou que era só petróleo e geopolítica e segurança nacional? É porque a guerra, em si, por qualquer motivo, é lucrativa para as corporações.
“Os Estados Unidos vivem de uma tensão entre capitalismo e democracia, e o capitalismo parece estar ganhando”,
resume Charles Lewis.

Food Inc

Outro documentário extremamente bem feito, que analisa as distorções e o sofrimento humano produzido por outro setor corporativo, o da indústria alimentícia, e como ele está prejudicando nossa saúde e criando alimentos cada vez mais “viciantes”.
O documentário mostra uma vasta engenharia em movimento para fazer dinheiro explorando nossas pequenas fraquezas.

Inside Job

Se as corporações de alimentos, armas, farmacêuticos e a Monsanto são grandes vilãs, o que dizer então dos grandes monstros do setor financeiro?
Inside Job explica, da forma limpa e extremamente bem arrazoada do Corporation, como a crise de 2008 veio a ocorrer.

An unreasonable man

Bill Maher recentemente falou em seu programa seminal, Real Time, que só agora estamos acordando para o que Ralph Nader e alguns outros poucos estão martelando desde os anos 70.
Está na hora de deixarmos de achar que proteção ao consumidor e regulação são apenas “assuntos chatos”.
O documentário traça os esforços de Nader, numa longa carreira enfrentando lobbies poderosos — por exemplo, na comissão que exigiu o cinto de segurança. Novamente, histórias de horror sobre manipulação das corporações e o cálculo frio de um recall versus um número de indenizações por morte — dessa vez na indústria automobilística.
As vidas humanas tem um preço muito claro e simples, e se por acaso for mais caro salvá-las, que morram.

Manufactoring consent: Noam Chomsky and the Media

Esse documentário, do mesmo diretor do The Corporation, examina a mais bem articulada e prolífica mente da esquerda em língua inglesa, Noam Chomsky.
O filme foi criticado por Chomsky, por passar certa ideia de culto em torno dele. Mas se você não está disposto a ouvir centenas de horas de palestras de Chomsky, ou ler vários de seus livros sobre política (nem entremos na linguística),  e gostaria de entender um pouco melhor da situação hoje, essa é uma boa introdução.
Uma dica para evitar bobagem em termos de documentários e outras coisas é examinar o artigo da wikipedia em inglês. Lá verificamos se o tema é controverso, se a página foi fechada com um cadeado, por exemplo. Lemos a sessão de críticas, e examinamos o embasamento dessas críticas e de onde elas vem (de diretos interesados, de pessoas sem qualificação na ára, etc) — caso ainda estejamos em dúvida, seguimos a sessão “talk”, onde são discutidas as atualizações, e onde algumas vezes ocorre um debate sobre o tema. Isso raramente é necessário, basta ler o parágrafo inicial e algumas das críticas, que em geralmente já dá para reconhecer a respeitabilidade de algo.
Esse filtro pode não ser perfeito, mas sem esse filtro, perderemos muito tempo.
* * *

Michael Moore

Nota do editor: cá estão os documentários do cineasta cotados pelo Eduardo Pinheiro no começo do artigo.

Tiros em Columbine

Sicko

Capitalism: A Love Story

Fahrenheit 9/11


Link YouTube | Versão completa, dublada. A versão legendada não pode ser embedada, mas dá pra assistir direto no YouTube. É só clicar aqui

Roger e eu


Link YouTube | Esse, apenas o trailer

EDUARDO PINHEIRO

Diletante extraordinário, ganha a vida como tradutor e professor de inglês. É, quando possível, músico, programador e praticante budista. Amante do debate, se interessa especialmente por linguística, filosofia da mente, teoria do humor, economia da atenção, linguagem indireta, ficção científica e cripto-anarquia.

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